RaceReport, nem imaginava que estaria escrevendo um.
No final da 1ª gestão (leia triathlon antes do baby), eu já não estava mais
animada para escrever textos como este. Faltava aquele “tchans”, os últimos
textos estavam ficando parecidos... como diz o grande poeta rei do camarote, não
estava agregando valor ao blog, meus patrocinadores estavam descontentes (se eu
tivesse algum, certamente estaria).
E hoje, olha eu aqui, animadíssima.
Uma ressalva importante: este texto não tem revisão, então desculpe se
alguma coisa ficar fora da ordem aqui {uma mente criativa pode ser bem
distraída}, se rolar um “nóis vai nóis fumo” ali. Desculpem também o excesso de
reticências, de aspas, de parênteses e as carreirinhas de letras dando
ênfase ao que quero enfatizar (desculpe meeeeeeeesmo).
Normalmente dou uma melhorada em tudo isto antes de postar, mas RaceReport
não pode demorar, senão a gente perde a emoção do momento e fica aquela coisa
racional.
Correndo o risco de ser bem piegas, posso dizer que esta prova foi especial.
Motivo: me incentivou a continuar, depois de um mês apelidado de “Maio Negro”.
Cumprir a planilha de treinos? Para que? kkkk. Nem vou entrar em detalhes, todo
mundo tem seus monstros, sem exceção. Mas meus dias foram muitocansativos
mentalmente, não fisicamente. Muitos problemas para resolver, daqueles sem
solução sabe? Treinei o que consegui.
Na semana anterior, pensei todos os dias em desistir. O diabo e anjo
brigando o tempo todo. Meu lado coxinha ganhou... ficaria muito envergonhada em
dar WO.
Descansar um dia antes? Fico pensando se isto voltará a ser uma realidade.
Não que eu tenha feito grandes esforços, mas sábado é dia de passarinho (leia
curtir e passar bastante tempo com o baby), de visitar os avós, de dar um
tapa na beleza (leia cortar unha do pé.... ui... como diz o grande poeta Wander
Wildner... “minha vontade é ser bonito, mas eu não consigo, eu sempre volto
atrááááás”....kkkk).
Também nadei solto de manhã, aquele treininho só para dar confiança, já que
nadei pouquíssimo neste período.
A logística pré-prova é louca, arrumar as minhas coisas com Migas “in da raussss”
não é nada demais... só um pouco mais divertido (chances de esquecer algo
triplicam). Ele tem que se distrair com algo, no caso foi minha gaveta de
roupas de natação/treino.
O Glau também me ajudou bastante, deixando a bike e minhas coisas no carro.
Acho que ele sempre será meu apoiador nº 1, não seria possível sem ele (toca
uma Whitney Houston aí.... “AndAAAAiiiiAAAAAiii.....).
Pelo menos consegui deitar às 11hs e dormir, o Passarinho teve uma noite tranquila,
acordei bem disposta.
Objetivo da prova: completar.
Era minha prova chave do semestre, mas amarelei. Na 1ª etapa, meu objetivo
era fazer força e entender minha real situação, mas fiquei muito mal depois da
prova, minha resistência baixou e nunca mais fui a mesma desde este dia: 1
virose e 2 gripes em 3 meses. No planejamento inicial, achei que estaria
"nadando de braçada" nesta altura do ano. Não está sendo bem assim.
Por isto escolhi não forçar. Para minha surpresa, meu tempo foi o mesmo da
1ª etapa, muito parecido entre as modalidades. E não senti nem 1/3 do cansaço
pós prova que senti em Santos. Fiquei feliz.
Feliz por não ter desistido, principalmente. Feliz por querer continuar
treinando e participando.
Levei os treinos, até aqui, sem me preocupar com tempos, sem relógio, só me
concentrando em encaixar uma rotina, retomar um nível mínimo de condicionamento
e quebrar aquelas barreiras mentais que a gente cria quando fica muito tempo
longe dos exercícios ("nossa, não consigo mais
correr 10k!", por exemplo).
Agora já tenho uma referência e posso traçar metas mais audaciosas. O
reloginho volta para o checklist dos treinos e provas.
A rotina ainda não está encaixada, está sendo o mais difícil, mas dará
tudo certo.
Como diz meu novo treinador, vamos para cima.
E eu complemento, vamos para cima da vida! Chega de punhetação (a fina).