WORK HARD AND PLAY HARD

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A PRESSA E A PREGUIÇA


PRESSA
Estou querendo que este ano passe logo: ô ano esquisito;
Pressa para que meus planos aconteçam, para que as coisas se concretizem;
Faço mil coisas ao mesmo tempo;
Tenho pressa para ler tudo o que eu quero ler... logo!
Quero aprender 25 idiomas;
Voltar a treinar;
A menos que este seja meu último dia (e eu desconfio que não seja)...;

PREGUIÇA
Acordo com a sensação de que tenho algo muito importante para fazer: continuar dormindo;
De revisar e terminar vários textos que comecei a escrever para o blog;
Preguiça de me explicar minhas motivações para gente chata e acomodada;
Preguiça de regularizar meu título de eleitor e ir votar; 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MEIA PALAVRA BAS...


“Pra bom entendedor meia palavra bas.../ Eu vou denunciar a sua ação nefas...”
(“?” - Carlos Rennó / Pedro Luis / Roberta Sá)

Chato é quem me convida para comer pastel no almoço, sabendo que eu não vou, apenas para me criticar e me chamar de chata (quem me convida por educação ou pela compania, obrigada).

Você já correu 15km depois de comer hamburguer? Eu já e não foi nada legal. Se vc come, corre e acha que é bom... problema é seu.
Não sou porta voz do que é certo ou errado.  Eu faço as minhas coisas, você faz as suas!
Viciada em treino é a vovozinha. Faço porque gosto, quero e posso. Novamente: eu faço as minhas coisas, você faz as suas!
É meu estilo de vida, até a hora que eu decidir ir para o próximo. Não deixa de ser um vício, mas cuidado com o tom que usa para falar vício (principalmente se você não faz idéia do que é triathlon).
Cada um faz o que quer da vida, e colhe as flores e as dores de suas escolhas.
Se nos encontrarmos, maravilha.
Se não, paciência.
PS: para quem gosta de mim como eu sou, um beijo. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

OH ADMIRÁVEL MUNDO NOVO!


Lendo este trecho do livro, me lembrei de não esquecer a essência do triathlon.
“É estranho – comentou o Diretor, enquanto se afastavam -, é estranho pensar que, mesmo no tempo de Nosso Ford, a maioria dos jogos não tivesse mais acessórios que uma ou duas bolas, alguns bastões e talvez um pedaço de rede. Imaginem que tolice permitir que as pessoas se dedicassem à jogos complicados que não contribuíam em nada para aumentar o consumo. Atualmente, os Administradores não aprovam nenhum jogo novo, salvo se demonstrar que ele necessita, pelo menos, de tantos acessórios quanto o mais complicado dos jogos existentes”
Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley
PS: não sou contra o consumo, mas tento (MESMO) dar a ele seu devido peso e importância. Este lembrete é para mim mesma e para quem servir. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

DIVAGANDO NA NET


“ Se você não está confuso, é porque não está bem informado” (anônimo)
Quando eu era adolescente e estudava inglês, adorava começar minhas redações com a palavra “hoje em dia”. Agora já acho ela perdeu um pouco o propósito (para mim), parece que ela demarca um período de tempo intermediário, que não existe mais.
É que hoje em dia tudo está ficando para trás muito rápido.
Parte é culpa da internet, da facilidade como ela divulga informação.  Em velocidade e volume.  Outra parte é culpa nossa mesmo, que recebemos, compartilhamos e partimos para outra.
Atrasadíssima, me rendi ao Facebook.
Não tinha muita paciência e era meio contra também.  Para mim, tudo ali era ficção e viver a vida de verdade me parecia bem melhor. (Ideologiaaaaa, eu quero uma pra viver... – rsrsrsrsrs).
Já o blog eu sempre tive vontade de fazer, mesmo assim levei um tempo para colocá-lo em prática. Tinha dúvidas se era vaidade demais, se ficaria interessante, se eu teria peito de ser verdadeira sempre. O triathlon veio como uma possibilidade, aí eu fui.  
Mas voltando ao Facebook, me supreendi positivamente com ele, tem bastante conteúdo bacana e eu tenho me divertido PACAS. E como tenho o costume de ficar divagando sobre tudo, aqui vão alguns pensamentos soltos sobre a vida cibernética.
  1. A net em si deixa tudo muito misturado, a verdade fica com um “que” de ficção: do ataque às Torres Gêmeas ao hit “Para nossa alegria”.  
  2. Net + câmeras fotográficas = um registro frenético da vida cotidiana. Saem coisas legais, mas às vezes é bem irritante.
  3. Não dá para consumir tudo, tem que selecionar. Aí cria-se um grupo de formadores de opinião. Não necessariamente da massa, mas seu. Vc seleciona o que recebe de acordo com quem/que se identifica/confia mais. O resto está lá mas vira “spam”.
  4. Música na net é demais (e tem muita coisa legal no Face tb). É diverso, vc ouve qq coisa, tem acesso aos acervos, vê shows, notícias dos cantores e bandas. É demais!
  5. Será que as pessoas usam esta ferramenta para se informar MESMO? Por exemplo, sobre política e candidatos (assuntos sérios)? Eu AINDA não – rsrsrsrs – mas tenho percebido que algumas pessoas sim.
  6. E sobre triathlon, vc se informa? Vixxxxeeeee.
  7. Esta geração, estes consumidores by tela/teclado, como eles são? Acomodados, com pressa, impacientes, sobrecarregados... OU.... Bem informados, conscientes, mais abertos e ousados?
  8. As redes sociais são uma forma de defender suas opiniões sem precisar se mostrar?

A comunicação na net é flexível e tem (ALTA) frequência. O desafio é tentar, pelo menos de quando em vez, achar coisas de real valor (PARA VC) (como consumidores) e tentar não mentir (MUITO) (como “fornecedores”). 
=)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

TORTINHA TORTINHA - COPA INTERIOR BROTAS


Minha meta para este ano foi treinar mais, competir menos. Focar no "treinar para ficar melhor" e dar uma boa economizada $$$$ também!!
Na prática, fiquei "bem na foto" no primeiro semestre, mas de Junho para cá... treinei pouco. Relaxei na natação, não treinei nas semanas de frio e no último mês, só fiz rolo, não fui 1 vezinha sequer para rua.
Foi uma mistura de cansaço + o espirito "eu sou foda, eu consigo levar assim, dá para fazer uma prova assim...."
No quesito cansaço, não ajudou muito ter dado este tempo, pelo menos no psicológico. Tenho me sentido mais cansada e indisposta do que quando estava treinando com "frequência triatlética". O famoso "quanto mais descanso, mais quero descansar e ficar sem fazer nada".
E quanto ao espírito "sou foda", bem... estava inscrita para a Copa Interior em Brotas, um short.
Um short dá para fazer com pouco treino certo? Eh, até dá... só não podemos que o material bruto em questão sou EU, ou seja, se treinando já é difícil.... rsrsrsrs!
Tinha feito a inscrição já ha alguns meses, no início de Junho. Em Julho, desesperei achando que a prova era no 1º final de semana de Agosto. Entrei no site e vi que seria no final de Agosto... ufa! Agradeci pela chance de ter mais 1 mês para treinar. Prometi treinar...
Mas não treinei! Continuei no meu esquema dia sim, dia não, mais rodagens, poucos treinos de força/tiro. 
Lembro que na sexta véspera de prova, comentei com o Glau: "Estou indo para Brotas sem treinar, mas podia ser pior... podia estar indo para Penha sem treinar!!!!". Imagina o desespero (acho que não tem como... eu pelo menos nem iria... treinando já foi trevas).


Como foi meu short?
Nadei até que bem: a idéia era ir em ritmo confortável, já que natação foi o esporte que mais negligenciei;
  • O pedal foi bom para quem só estava fazendo rolo, senti um pouco o vento na ida, mas nada demais;
  • A corrida foi sofrível: pernas duras, só consegui soltar depois do 2km.
  • Fiz as transições com calma, não consegui encaixar a sapatilha esquerda enquanto pedalava no ínicio da bike, tive que parar, tirá-la do pedal, calçar... 
  • Resultado: cheguei tortinha tortinha. Mesmo sendo short, o triathlon requer um mínimo de dedicação. Pelo menos de minha parte. =) Mas estava muito feliz só por estar participando.

O lugar é lindo e a prova é ótima, bem organizada, com um percurso de pedal que vale a pena (até que poucas subidas para padrão interior de SP). A competição tinha mais participantes do que de costume. Acho que é um bom sinal, as pessoas estão descobrindo esta prova, e/ou está aumentando o número de praticantes de triathlon.
Aproveitei para descansar também, curtir o fds, já que estamos em um ritmo alucinado de trabalho (o Glau até mais do que eu).
Agora vou dar um tempinho... continuar neste esquema "pouco treino" que, na verdade, estava planejado para começar agora e eu antecipei um pouco.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CORDEL E MEUS CONHECIDOS VEREADORES


Não entendo nada de política. Confesso. Pode bater, dizer que é meu dever e obrigação. Eu concordo, mas não consigo me forçar a aprender algo que para mim é podre e não faz sentido (na prática, no Brasil). Não estou acima do bem e do mal, nem sou dona da verdade. É apenas minha opinião hoje.
Será que estou ficando velha... É que algumas coisas estão me incomodando mais nos dias de hoje. Carnaval, funk carioca... e eleições.  
Já escrevi sobre isto antes, na verdade “psicografei” uma letra que gosto muito (http://carolmerlino.blogspot.com.br/2010/08/cambalache.html)
Desta vez farei o mesmo, mas me arrisco a tecer um pouco melhor minha motivação.
Há alguns dias, passando pela Av Kennedy, em SCS-SP, notei um número acima do normal de placas de vereadores e políticos.  Em todas as casas há uma placa no portão. No centro da avenida, em um espaço destinado ao lazer (pista de corrida e bike), a cada 10 mts uma placa de propaganda. Um abuso. A cidade está horrível.  A Sra Regina Maura, a mais forte concorrente, é campeã no quesito poluição visual e non-sense.  
Me contaram que, no desfile do campeão olímpico Arthur Zanetti pelas ruas da cidade, ela colocou um trio elétrico atrás do carro de bombeiro e foi aproveitando o desfile do atleta para fazer campanha, abanar suas bandeirinhas. Taca pedra gente, não deixa passar uma oportunidade desta!!
Outro sinal de que estou ficando velha: vários conhecidos se candidataram a vereador (risos... risos não, gargalhadas). Agora vejam como estou chique: se eu procurar bem, devo ter várias fotos com os futuros vereadores da minha cidade natal (no Pré 3, no inglês, na festa italiana...).
Coincidentemente, o Glau estava em Pernambuco a trabalho na semana passada. Aproveitou para visitar a família  e pode conhecer pessoalmente um primo que escreve cordel, o nome dele é Sandoval Ferreira. Trouxe um livro e um CD e, escutando-o, tive uma grata surpresa.
Os textos são excelentes e não é que tem um que se encaixa direitinho no que tenho pensado sobre meus “amigos” vereadores. 

Demagogia de um político
De Sandoval Ferreira

Seu doutor fiquei honrado
Pelo convite de vosmicê
Porque não me candidato
Agora eu digo a você
É que esse mundo é ingrato
E ruim de se viver
Meu sossego vou perder
E também o meu dinheiro
Rodeado de babão
Puxa saco e trambiqueiro
Que vão querer me amolar
Até dentro do banheiro
O meu vexame primeiro
Quando a campanha chegar
Que eu partir para o povão
Pra querer me destacar
E não vai ser barato
O preço que eu vou pagar
Pra jogador eu vou dar
Bola, chuteira e meião.....
Pra quem tiver falecido
A mortalha e o caixão
Chorar em enterro de desconhecido
Deus me livre quero não
Tá no meio do povão
Nas festas de gafieira
Bêbo vem me abraçar
Com fedor de suvaqueira
Trocar voto por cachaça
E sorrir no meio da feira
Ter que aguentar besteira
De político vagabundo
Quando no palco subir
Levar dedada no fundo
Prometer para não cumprir
Dever a Deus e ao mundo
Não quero nem por um segundo
Esta vida aperreada
Se eu tiver mais de um voto
Vai ser de algum camarada
Me tornar vereador
Deus me livre, quero nada

É muito bom, parabéns Sandoval!
E para quem quiser saber mais sobre Sandoval Ferreira:
Nasceu em 27 de fevereiro de 1983, em Iati, Pernambuco. Morou no sítio da zona rural chamado Aguazinha até os 15 anos. Filho de pais pobres morava em uma casa sem energia onde a principal atração à noite era ler, à luz do candieiro a gás, folhetos (literatura de cordel). O pai reunia os vizinhos e seu irmão mais velho era quem lia os folhetos. Depois, Sandoval passou a ler e aí despertou seu interesse pela poesia.
Aos 15 mudou-se para o povoado Bela Vista, zona rural da mesma cidade, onde fez muitos amigos e viveu por lá até os 22 anos. Aos 18 fez uma apresentação de cordel em sua escola para o Secretário de Educação de Pernambuco, sendo que todos gostaram e foi o que lhe deu motivação para seguir em frente. Hoje, aos 26 anos, mora em Garanhuns, Pernambuco. É técnico agrícola e cursa a faculdade de marketing. Possui 12 cordéis escritos.