WORK HARD AND PLAY HARD

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

DIVAGANDO NA NET


“ Se você não está confuso, é porque não está bem informado” (anônimo)
Quando eu era adolescente e estudava inglês, adorava começar minhas redações com a palavra “hoje em dia”. Agora já acho ela perdeu um pouco o propósito (para mim), parece que ela demarca um período de tempo intermediário, que não existe mais.
É que hoje em dia tudo está ficando para trás muito rápido.
Parte é culpa da internet, da facilidade como ela divulga informação.  Em velocidade e volume.  Outra parte é culpa nossa mesmo, que recebemos, compartilhamos e partimos para outra.
Atrasadíssima, me rendi ao Facebook.
Não tinha muita paciência e era meio contra também.  Para mim, tudo ali era ficção e viver a vida de verdade me parecia bem melhor. (Ideologiaaaaa, eu quero uma pra viver... – rsrsrsrsrs).
Já o blog eu sempre tive vontade de fazer, mesmo assim levei um tempo para colocá-lo em prática. Tinha dúvidas se era vaidade demais, se ficaria interessante, se eu teria peito de ser verdadeira sempre. O triathlon veio como uma possibilidade, aí eu fui.  
Mas voltando ao Facebook, me supreendi positivamente com ele, tem bastante conteúdo bacana e eu tenho me divertido PACAS. E como tenho o costume de ficar divagando sobre tudo, aqui vão alguns pensamentos soltos sobre a vida cibernética.
  1. A net em si deixa tudo muito misturado, a verdade fica com um “que” de ficção: do ataque às Torres Gêmeas ao hit “Para nossa alegria”.  
  2. Net + câmeras fotográficas = um registro frenético da vida cotidiana. Saem coisas legais, mas às vezes é bem irritante.
  3. Não dá para consumir tudo, tem que selecionar. Aí cria-se um grupo de formadores de opinião. Não necessariamente da massa, mas seu. Vc seleciona o que recebe de acordo com quem/que se identifica/confia mais. O resto está lá mas vira “spam”.
  4. Música na net é demais (e tem muita coisa legal no Face tb). É diverso, vc ouve qq coisa, tem acesso aos acervos, vê shows, notícias dos cantores e bandas. É demais!
  5. Será que as pessoas usam esta ferramenta para se informar MESMO? Por exemplo, sobre política e candidatos (assuntos sérios)? Eu AINDA não – rsrsrsrs – mas tenho percebido que algumas pessoas sim.
  6. E sobre triathlon, vc se informa? Vixxxxeeeee.
  7. Esta geração, estes consumidores by tela/teclado, como eles são? Acomodados, com pressa, impacientes, sobrecarregados... OU.... Bem informados, conscientes, mais abertos e ousados?
  8. As redes sociais são uma forma de defender suas opiniões sem precisar se mostrar?

A comunicação na net é flexível e tem (ALTA) frequência. O desafio é tentar, pelo menos de quando em vez, achar coisas de real valor (PARA VC) (como consumidores) e tentar não mentir (MUITO) (como “fornecedores”). 
=)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

TORTINHA TORTINHA - COPA INTERIOR BROTAS


Minha meta para este ano foi treinar mais, competir menos. Focar no "treinar para ficar melhor" e dar uma boa economizada $$$$ também!!
Na prática, fiquei "bem na foto" no primeiro semestre, mas de Junho para cá... treinei pouco. Relaxei na natação, não treinei nas semanas de frio e no último mês, só fiz rolo, não fui 1 vezinha sequer para rua.
Foi uma mistura de cansaço + o espirito "eu sou foda, eu consigo levar assim, dá para fazer uma prova assim...."
No quesito cansaço, não ajudou muito ter dado este tempo, pelo menos no psicológico. Tenho me sentido mais cansada e indisposta do que quando estava treinando com "frequência triatlética". O famoso "quanto mais descanso, mais quero descansar e ficar sem fazer nada".
E quanto ao espírito "sou foda", bem... estava inscrita para a Copa Interior em Brotas, um short.
Um short dá para fazer com pouco treino certo? Eh, até dá... só não podemos que o material bruto em questão sou EU, ou seja, se treinando já é difícil.... rsrsrsrs!
Tinha feito a inscrição já ha alguns meses, no início de Junho. Em Julho, desesperei achando que a prova era no 1º final de semana de Agosto. Entrei no site e vi que seria no final de Agosto... ufa! Agradeci pela chance de ter mais 1 mês para treinar. Prometi treinar...
Mas não treinei! Continuei no meu esquema dia sim, dia não, mais rodagens, poucos treinos de força/tiro. 
Lembro que na sexta véspera de prova, comentei com o Glau: "Estou indo para Brotas sem treinar, mas podia ser pior... podia estar indo para Penha sem treinar!!!!". Imagina o desespero (acho que não tem como... eu pelo menos nem iria... treinando já foi trevas).


Como foi meu short?
Nadei até que bem: a idéia era ir em ritmo confortável, já que natação foi o esporte que mais negligenciei;
  • O pedal foi bom para quem só estava fazendo rolo, senti um pouco o vento na ida, mas nada demais;
  • A corrida foi sofrível: pernas duras, só consegui soltar depois do 2km.
  • Fiz as transições com calma, não consegui encaixar a sapatilha esquerda enquanto pedalava no ínicio da bike, tive que parar, tirá-la do pedal, calçar... 
  • Resultado: cheguei tortinha tortinha. Mesmo sendo short, o triathlon requer um mínimo de dedicação. Pelo menos de minha parte. =) Mas estava muito feliz só por estar participando.

O lugar é lindo e a prova é ótima, bem organizada, com um percurso de pedal que vale a pena (até que poucas subidas para padrão interior de SP). A competição tinha mais participantes do que de costume. Acho que é um bom sinal, as pessoas estão descobrindo esta prova, e/ou está aumentando o número de praticantes de triathlon.
Aproveitei para descansar também, curtir o fds, já que estamos em um ritmo alucinado de trabalho (o Glau até mais do que eu).
Agora vou dar um tempinho... continuar neste esquema "pouco treino" que, na verdade, estava planejado para começar agora e eu antecipei um pouco.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CORDEL E MEUS CONHECIDOS VEREADORES


Não entendo nada de política. Confesso. Pode bater, dizer que é meu dever e obrigação. Eu concordo, mas não consigo me forçar a aprender algo que para mim é podre e não faz sentido (na prática, no Brasil). Não estou acima do bem e do mal, nem sou dona da verdade. É apenas minha opinião hoje.
Será que estou ficando velha... É que algumas coisas estão me incomodando mais nos dias de hoje. Carnaval, funk carioca... e eleições.  
Já escrevi sobre isto antes, na verdade “psicografei” uma letra que gosto muito (http://carolmerlino.blogspot.com.br/2010/08/cambalache.html)
Desta vez farei o mesmo, mas me arrisco a tecer um pouco melhor minha motivação.
Há alguns dias, passando pela Av Kennedy, em SCS-SP, notei um número acima do normal de placas de vereadores e políticos.  Em todas as casas há uma placa no portão. No centro da avenida, em um espaço destinado ao lazer (pista de corrida e bike), a cada 10 mts uma placa de propaganda. Um abuso. A cidade está horrível.  A Sra Regina Maura, a mais forte concorrente, é campeã no quesito poluição visual e non-sense.  
Me contaram que, no desfile do campeão olímpico Arthur Zanetti pelas ruas da cidade, ela colocou um trio elétrico atrás do carro de bombeiro e foi aproveitando o desfile do atleta para fazer campanha, abanar suas bandeirinhas. Taca pedra gente, não deixa passar uma oportunidade desta!!
Outro sinal de que estou ficando velha: vários conhecidos se candidataram a vereador (risos... risos não, gargalhadas). Agora vejam como estou chique: se eu procurar bem, devo ter várias fotos com os futuros vereadores da minha cidade natal (no Pré 3, no inglês, na festa italiana...).
Coincidentemente, o Glau estava em Pernambuco a trabalho na semana passada. Aproveitou para visitar a família  e pode conhecer pessoalmente um primo que escreve cordel, o nome dele é Sandoval Ferreira. Trouxe um livro e um CD e, escutando-o, tive uma grata surpresa.
Os textos são excelentes e não é que tem um que se encaixa direitinho no que tenho pensado sobre meus “amigos” vereadores. 

Demagogia de um político
De Sandoval Ferreira

Seu doutor fiquei honrado
Pelo convite de vosmicê
Porque não me candidato
Agora eu digo a você
É que esse mundo é ingrato
E ruim de se viver
Meu sossego vou perder
E também o meu dinheiro
Rodeado de babão
Puxa saco e trambiqueiro
Que vão querer me amolar
Até dentro do banheiro
O meu vexame primeiro
Quando a campanha chegar
Que eu partir para o povão
Pra querer me destacar
E não vai ser barato
O preço que eu vou pagar
Pra jogador eu vou dar
Bola, chuteira e meião.....
Pra quem tiver falecido
A mortalha e o caixão
Chorar em enterro de desconhecido
Deus me livre quero não
Tá no meio do povão
Nas festas de gafieira
Bêbo vem me abraçar
Com fedor de suvaqueira
Trocar voto por cachaça
E sorrir no meio da feira
Ter que aguentar besteira
De político vagabundo
Quando no palco subir
Levar dedada no fundo
Prometer para não cumprir
Dever a Deus e ao mundo
Não quero nem por um segundo
Esta vida aperreada
Se eu tiver mais de um voto
Vai ser de algum camarada
Me tornar vereador
Deus me livre, quero nada

É muito bom, parabéns Sandoval!
E para quem quiser saber mais sobre Sandoval Ferreira:
Nasceu em 27 de fevereiro de 1983, em Iati, Pernambuco. Morou no sítio da zona rural chamado Aguazinha até os 15 anos. Filho de pais pobres morava em uma casa sem energia onde a principal atração à noite era ler, à luz do candieiro a gás, folhetos (literatura de cordel). O pai reunia os vizinhos e seu irmão mais velho era quem lia os folhetos. Depois, Sandoval passou a ler e aí despertou seu interesse pela poesia.
Aos 15 mudou-se para o povoado Bela Vista, zona rural da mesma cidade, onde fez muitos amigos e viveu por lá até os 22 anos. Aos 18 fez uma apresentação de cordel em sua escola para o Secretário de Educação de Pernambuco, sendo que todos gostaram e foi o que lhe deu motivação para seguir em frente. Hoje, aos 26 anos, mora em Garanhuns, Pernambuco. É técnico agrícola e cursa a faculdade de marketing. Possui 12 cordéis escritos.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O QUE SERÁ...

Assistindo ao show do Arctic Monkeys na abertura das Olimpíadas pensando: quem vai cantar em 2016...
Muitas opções boas...
Mas.... MEDO!!!!
Bom... vou aproveitar esta aqui que está boa demais!!!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

AINDA SOBRE O OLHAR


Folheando um dos meus “alguns” cadernos, vi o seguinte texto:
“O milagre.
Dias maravilhosos em que os jornais vêm cheios de poesia... e do lábio do amigo brotam palavras de eterno encanto... dias mágicos... em que os burgueses espiam, através das vidraças dos escritórios, a graça gratuita das nuvens.” Mario Quintana.

Por que o burguês? Acho que porque ele é o pobre que ficou rico e que, quando em vez, tem saudades de quando era pobre e apreciava apenas o que era de graça. Entenda por “riqueza” não só moedas e dólares. São nos dias mágicos que nosso olhar percebe o que é gratuito ao nosso redor.
Como anda seu olhar?
O meu anda oscilando. Hoje ele está afiado. Eu sou o burguês no escritório. Se você me perguntasse, eu diria que nunca estive tão consciente (não pergunte amanhã - fazendo A BIPOLAR – rsrsrsrs).Estou contemplando as coisas simples da vida. Estou com menos pressa, mas bem ligada no que tenho que fazer para atingir meus objetivos.Quero mais tardes de interior, vendo o mundo girar. Quero ver as nuvens, brincar de decifrar as nuvens. Quero continuar vestindo minhas roupas confortáveis. Quero continuar gostando de sentir cheiros bons, frescos. Quero ouvir punk rock, mas também quero poder ir para meu canto ouvir som de água (de mar, de rio, de chuva).Quero ver o lado bom da dor (no esporte ou no deixar para trás), da morte, da vida e das pessoas. Quero enxergar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

VOLTEI RECIFE


"Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço. Quero ver novamente vassouras na rua abafando, tomar umas e outras e cair no laço."

Há duas semanas, estava na minha mesa com a cara “enfiada” no computador, quando uma colega de trabalho apareceu, em pé ao me lado, imponente mas com uma cara preocupada, me dizendo que tinha que me pedir um favorzão. Sabe quando a perna amolece? Logo pensei “ai, lá vem bucha”. Pensei no pior. Nem respondi e ela continuou – “preciso que você dê um treinamento para mim, minha equipe estará toda ocupada, não temos quem vá e não dará para remarcar com o cliente”. Eu disse “ah, é só isso.... quase morro do coração”. Ela – “pois é, mas o treinamento é sábado, 14hs, em Recife (e ficou vermelha)”. Ok, “No problems, eu vou”.
Escolhi mal o voo de ida: saída de Congonhas sexta, no início da noite (meu raciocínio de pelega foi “assim aproveito melhor o dia no escritório”). Aeroporto lotado, check in idem fila do Playcenter. Voo cheio e com escala. Fiquei sem jantar e cheguei 1hora da manhã no hotel, alta madrugada para mim. O avião aterrissou, mas meu mau humor continuou nas alturas.
Meu celular não pegava, o quarto estava quente, eu estava sem voz (resquício de garganta inflamada da última semana), sem poder ligar o ar condicionado (ou ele, ou minha voz para o treinamento). Resumindo, um terrível astral.
Liguei para o Glau para avisar que estava viva, ele perguntou: “E ai, tudo bem? O quarto é bom?”. Eu disse: “Nãããããão, tudo mal, o quarto é horrível, etc”. Demorei para dormi, lá pelas 2 da manhã.
Já tinha me programado para fazer uma corridinha no sábado de manhã, levei roupa, tênis, etc.
O relógio despertou as 7hs e eu não quis levantar. Pensei “vou jogar tudo para o ar, que correr que nada” e voltei a dormir. As 8h30, acordei novamente e me deu um estalo: “agora vou correr!!!!! Agora estou bem para levantar.... MAS... se sair para correr as 9hs, vou perder o café da manhã. Uma pena, vou voltar a dormir”. Pensei mais um pouco... “estou deixando de correr por causa do café da manhã??? Será que está certo???”. Aí lembrei do Glaucus, que as vezes me dá bronca dizendo “Carolina, pare com isto, você já passou fome alguma vez na sua vida??”. Ele sempre me fala isto quando me vê preocupada com comida (quero sempre esquematizar onde vou comer, o que vai ser... sou meio chata para comer “bugiganga”, lanche, salgadinho). Este pensamento mexeu comigo. Levantei. Dane-se o café da manhã, vou correr!!! Depois eu me viro pra tomar café em algum lugar.
Sai já do hotel, que estava a 1km da praia. Antes de chegar lá, passei pelo famoso edifício Hollyday. Diminuí um pouco o passo. A arquitetura é realmente linda. A precariedade também é notável. Este contraste chama atenção. Filosofei – tudo tende ao caos.
Mais um pouco e já estava na beira-mar da praia de Boa Viagem. Senti o ambiente melhor do que a última vez que estive lá, mais bonito e seguro. E fui correndo, correndo.... um calor enorme, com 20min eu já estava suando em bicas. Tudo foi ficando mais bonito, as coisas foram encaixando-se, fazendo mais sentido. Corri 10 km e na volta, vi que tinha uma loja de conveniência e parei para resolver a pendência do café da manhã. A atendente foi super simpática, perguntou da onde eu vinha, emendamos um papo e depois de pagar, eu disse “tchau, boa sorte, eu nunca mais vou te ver” – rsrsrsrsrs – ela respondeu com simpatia, mas eu saí da loja achando que não devia ter dito isso... mas saiu tão espontâneo. Endorfina é mesmo meio “chapante”.
Chegando no hotel, tive a ideia de colocar mel no meu iogurte (sempre tem mel no café da manhã). Fui para onde o café é servido e pedi um copinho de café, para pegar o mel que ainda estava no buffet. A senhorinha que o desarrumava foi muito prestativa, já me trouxe da cozinha o copo com mel.
Meu ponto é: de repente, tudo estava lindo, feliz. Um cenário totalmente diferente do da noite anterior. Tudo mudou? O lugar, as pessoas? Não, acho que EU MUDEI e o fiz por causa da corrida. Não foi um treino fácil, o cansaço da viagem e o calor estavam fortes, mas justamente por isto, eu tb fiquei mais forte para enfrentar o resto do dia com otimismo.
Não tem jeito, o esporte é minha pinga.
No final do dia, fiquei “p” novamente: erraram o horário do meu voo de volta. Tive que pagar a troca de passagem, além de chegar em casa 2 horas mais tarde do que o previsto. Mas aí é outra história, que só resolvi no pedal de domingo.