sexta-feira, 9 de maio de 2014
MAMÃE MAMÃE NÃO CHORE
Mamãe Coragem Caetano
Veloso e Torquato Neto
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo, eu fui embora
Mamãe, mamãe não chore
Eu nunca mais vou voltar por aí
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo, eu quero mesmo é isto aqui
Mamãe, mamãe não chore
Pegue uns panos pra lavar, leia um romance
Veja as contas do mercado,pague as prestações
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra os corações dos filhos
Seja feliz, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Eu quero, eu posso, eu quis, eu fiz
Mamãe, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Não chore nunca mais, não adianta
Eu tenho um beijo preso na garganta
Eu tenho um jeito de quem não se espanta
Braço de ouro vale 10 milhões
Eu tenho corações fora do peito
Mamãe,mamãe não chore, não tem jeito
Pegue uns panos pra lavar, leia um romance
Leia ''Elvira,a morta virgem'', ''O Grande Industrial''
Eu por aqui, vou indo muito bem
De vez em quando brinco Carnaval
E vou vivendo assim
Felicidade na cidade que eu plantei pra mim
E que não tem mais fim,não tem mais fim
Não tem mais fim.
Quando o passarinho tinha uns 4 meses, entrei num terrível astral, pensando como seria me separar dele. Não só porque teria que voltar a trabalhar dali a 2 meses, mas pensando em todas as outras separações que a vida nos trará. Então, em casa, ouvindo música, pintou esta e aiaiaiai... foi uma choradeira só.
Conheci esta música ainda adolescente, e de alguma forma ela sempre me tocou. Nesta época, porque sempre fui independente (não sei bem explicar), e acho que me sentia assim em relação à minha própria mãe. Mas achava triste.
Agora estou do outro lado, e, caraca... Não sei ao certo como lidar com este sentimento, não imagino minha vida sem o Miguel, nossa relação ainda é muito “física”.
Também não sei porque resolvi postar esta música, acho que é para lembrar das mães que não estão com seus filhos agora. As verdadeiras Mamães Coragem.
E acho que faltou completar a música: mamãe mamãe me espera, eu sei que vou voltar.
terça-feira, 6 de maio de 2014
SOM NA CAIXA, PÉ NA TÁBUA
Os sons estão sempre comigo, em todos os lugares.
Associar músicas com treinos é uma das coisas que mas gosto de fazer (mentira, gosto mesmo é do meu passarinho). Ela pode dar aquele gás durante uma sessão, pode fazer você "sair do corpo" e esquecer de tudo, o que é bom em alguns casos/treinos. Também pode atrapalhar, ou porque é ruim demais, como nas salas de musculação (eu acho), ou porque você saiu do corpo, por causa da música boa, e não está prestando atenção em nada do que está fazendo, na mecânica, no ritmo... nada.
Às vezes a letra lembra muito uma situação ou lifestyle esportivo e, independente do ritmo, pode dar àquela motivação que faltava (vide um dos primeiros posts que coloquei no blog... Eu Sambo Mesmo).
Associar músicas com treinos é uma das coisas que mas gosto de fazer (mentira, gosto mesmo é do meu passarinho). Ela pode dar aquele gás durante uma sessão, pode fazer você "sair do corpo" e esquecer de tudo, o que é bom em alguns casos/treinos. Também pode atrapalhar, ou porque é ruim demais, como nas salas de musculação (eu acho), ou porque você saiu do corpo, por causa da música boa, e não está prestando atenção em nada do que está fazendo, na mecânica, no ritmo... nada.
Às vezes a letra lembra muito uma situação ou lifestyle esportivo e, independente do ritmo, pode dar àquela motivação que faltava (vide um dos primeiros posts que coloquei no blog... Eu Sambo Mesmo).
Ouvir música imediatamente depois do treino é excelente. Com fone então, melhor. A endorfina muda a percepção, as levadas ficam mais rápidas e os ouvidos mais sensíveis aos detalhes. Sem falar no pulmão aberto, eu podemos soltar a voz com mais potência e afinação. Imaginou???? rsrsrs.
Durante a corrida, só uso o IPod quando o treino é leve, do contrário acho que desconcentra. Mesmo com todos os "apetrechos" necessários, é fone saindo do ouvido, vontade de mudar as músicas, aumenta/abaixa o volume. Mesmo sendo gostoso, para mim, acaba sendo um treino distraído.
No rolo, quando não estou vendo os DVDs de sempre - Hell on Wheels (aquele documentário sobre a equipe TMobile de ciclismo, não o seriado), Tour de France, IMs, etc, eu ligo os amplis* e mando ver.
*agora com Migas, ligar os amplis significa volume 45 no notebook.
Eu sempre tenho vontade de postar sobre o som que rolou no treino, imediatamente depois que ele acaba, mas aí a euforia passa, o cansaço chega... (sinal que estou aproveitando os treinos no rolo - ou de que eu estou podrinha mesmo).
Resolvi escrever este post para matar um pouquinho esta vontade.
Não é dica de melhor estilo musical, nem tem playlist montada, é só um monte de impressões e coisas que gosto juntas!
*agora com Migas, ligar os amplis significa volume 45 no notebook.
Eu sempre tenho vontade de postar sobre o som que rolou no treino, imediatamente depois que ele acaba, mas aí a euforia passa, o cansaço chega... (sinal que estou aproveitando os treinos no rolo - ou de que eu estou podrinha mesmo).
Resolvi escrever este post para matar um pouquinho esta vontade.
Não é dica de melhor estilo musical, nem tem playlist montada, é só um monte de impressões e coisas que gosto juntas!
Dividir tudo por gêneros me incomoda, música boa é música boa e pronto, mas acho que aqui cabe uma diferenciação.
Também vale comentar sobre meu background musical: nasci ouvindo rock, vou morrer ouvindo rock. Na faculdade aprendi a ouvir outras coisas com uma galera bicho grilo (MPB, basicamente). Com meu marido, além ouvir bastante MPB, aprendi a ouvir rap, forró (siiiiimmmmm, forró raiz, não Calcinha Preta) e samba (siiiiimmmmm, apesar de não ser muito minha praia, existem sambas muito bons... os tristes eu amo), e com Miga aprendi a ouvir a Galinha Pintadinha.
Não vou conseguir colocar todas as músicas que gosto, vou falar sobre algumas mais usuais e que estão mais frescas na memória.
Também vale comentar sobre meu background musical: nasci ouvindo rock, vou morrer ouvindo rock. Na faculdade aprendi a ouvir outras coisas com uma galera bicho grilo (MPB, basicamente). Com meu marido, além ouvir bastante MPB, aprendi a ouvir rap, forró (siiiiimmmmm, forró raiz, não Calcinha Preta) e samba (siiiiimmmmm, apesar de não ser muito minha praia, existem sambas muito bons... os tristes eu amo), e com Miga aprendi a ouvir a Galinha Pintadinha.
Não vou conseguir colocar todas as músicas que gosto, vou falar sobre algumas mais usuais e que estão mais frescas na memória.
Progressivos: são bons naquele quesito "sair do corpo", acho que pelas quebras de ritmo, e a longa duração das músicas. Exemplos: Test for Echo = Rush e Images and Words = Dream Theater.
Punk Rock: muito bom pra dar um gás. Exemplo: Loco Live = Ramones (enganada a mente, são cerca de 45 músicas, todas coladas umas nas outras, separadas por um louco gritando "one, two, tree, four").
Rap: este gênenro me traz excelentes lembranças, principalmente de quando eu treinava boxe. Para mim, lembra treino. Dr Dre é um clássico. Tem também Orishas e Cypress Hill. Este último traz um clima meio "trem-fantasma" para o ambiente, tipo "pedalando em desfiladeiros mal assombrados".
Sublime: se Cypress deixa tudo tenebroso, este deixa tudo mais alegre, um climinha Califórnia. Tem bastante quebra, é quase um progressivo, então é bom para ritmar os treinos.
Tem umas que me lembram IM (porque rolam no DVD): "What Else is There" - Royksop e "Say say say" - Yeah Yeah Yeahs. Sinceramente, são as únicas músicas destas bandas que conheço. Este Royksop não tenho a mínima idéia do que seja, se é deste planeta (com este nome!!!), mas amo esta música.
Tem umas que me lembram IM (porque rolam no DVD): "What Else is There" - Royksop e "Say say say" - Yeah Yeah Yeahs. Sinceramente, são as únicas músicas destas bandas que conheço. Este Royksop não tenho a mínima idéia do que seja, se é deste planeta (com este nome!!!), mas amo esta música.
Tenho escutado muito, no rolo, o AM, último disco do Arctic Monkeys.
Pop: sim, tem uns pop´s bons, embora tenha notado ausência deles ultimamente. (acho que já contei no blog, em um post sobre Imagens Mentais) Uma vez sai para correr na praia, um percurso de 14km, 7 ida + 7 volta. Quando virei para voltar, fiquei com vontade de fazer xixi e não queria parar. Começou a tocar Die Another Day da Madonna. Aí eu encanei que iria morrer outro dia, que não era minha hora de ir. Até hoje, quando a situação aperta e eu passo por algum perrengue em provas ou treinos, lembro ou coloco esta música. Outra que gosto é Telephone da Lady Gaga (também estou ocupada treinando, então pare de me telefonar nesta hora).
Aleatório - músicas que sempre coloco repeat, ou porque dá ritmo ou porque eu gosto, fico feliz e quero treinar mais: "Gimme Shelter" versão Hellacopters (chego a escutar 3 vezes quando ela "pinta"); "Pense e Dance" = Barão Vermelho; "Animate" = Rush (idem Hellacopters); "Suck my Kiss" = Red Hot; "Wake up Dead" = Megadeth; "Crazy Train" = Ozzy; "We can work it out" = versão acústico Paul; "Fórmula Mágica da Paz" = Racionais (esta dá para ir até a Bahia correndo, se colocar no repeat então...); "Jamming" = Bob Marley (depois que o Jon Jones entrou com ela, ficou mais legal ouvi-la); e vááárias outras (estas são as que lembrei assim sem pensar muito)
É isto!
Som na caixa e força na perna.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
NOVAMENTE TRI (MAS RETICENTE)
Ainda reticente sobre escrever um post contando meu retorno
ao tri...
Estou em processo de adaptação, e as mudanças não param.
Amanhã, pode não ser mais nada disso. O Miguel está cada
mês de um jeito (e suas mudanças vão influenciando minha maneira de viver e de treinar),
voltei ao trabalho ha pouco menos de 20 dias. A pergunta que não quer calar é “quando
será que realmente me adaptarei e criarei uma rotina para chamar de minha?”. Bem
reticente neste momento.
...
A vontade de treinar estava comigo desde a gravidez. Não
pude me exercitar neste período, então ficava sonhando com o dia em que faria
um triathlon novamente.
Não vou ser hipócrita, pensei muito em voltar a treinar
durante a gravidez.
Antes de ser linchada, explico que nestes sonhos meu filho
estava comigo. Desejos como vou levá-lo
nos treinos, ele vai nadar com o pai enquanto treino (depois trocamos), ele vai
para as provas comigo, vamos correr (o carrinho é apropriado), foram projetados
no astral.
Porém (quase sempre tem um porém), aprendi a controlar a
expectativa quando tive um descolamento na gravidez. Imaginava que seria aquela
grávida que corre e tal... hummmm... nãnãnã... nem sempre é como queremos.
Agora sei que só o
tempo dirá se meu bebê será um tri-baby, como eu tanto quero.
Meu parto foi normal, então com 20 dias estava liberada para
atividades leves. Estava um putza frio, eu não tinha quem olhasse o Miguel, e
ele era um caboclinho mamador, quase de hora em hora queria peito. Solução? Fiz
tudo dentro de casa. Pulei corda, descolei pesinhos, “me auto montei” uma série
de exercícios funcionais.
Antes de ser linchada: fiz tudo com muita parcimônia, comecei
com 20 minutinhos e não ultrapassei os 30 nesta fase inicial. Aos poucos fui
indo, coloquei o rolo/bike na sala e comecei a pedalar os mesmos 20/30 minutos.
Quando o tempo melhorou (ficar doente não é uma opção quando se tem um bebê),
fui correr na rua. Aí o bicho pegou, os kgs extras que engordei pesaram
literalmente.
Fui indo, aumentando
o tempo de treino para 40 minutos.
Mas faltava. Faltava nadar. Faltava fazer um TRI. Desculpem
os corredores, ciclistas e nadadores, mas quem já fez sabe que não é a mesma
coisa. Você nada, mas falta pedalar. Você pedala, mas falta correr. Se você corre mas não nadou nem pedalou.. faltaram 2 coisas.
Matutadora que sou, comecei a matutar como eu faria para
fazer este tri. O processo criativo foi mais ou menos assim:
- Treinos nas manhãs (madrugadas), enquanto Miguel dorme e Glau está em casa, para qualquer emergência = ok, possível.
- Apoio do marido para eventuais treinos noturnos ou “esticadas” no fds = ok, apoio captado.
- Nutricionista e dieta (considerando que ainda amamento) para não judiar dos joelhinhos carregando peso extra = ok, possível.
- Pensar em provas para garantir a motivação = ok, adoro!!
- Montar rotina de treino, pensando em base para perder peso e ganhar condicionamento, com mais corrida e ciclismo, menos natação (logística mais difícil para nadar), porém com treinos eficientes na piscina, musculação porque perdi muita massa (e fortalecer joelho tb) = hummm começou a complicar, meus conhecimentos para montar esta rotina não são suficientes. Tempo para estudar e adquirir estes conhecimentos.... esquece! Preciso de ajuda....
Foi quando resolvi voltar a treinar com uma assessoria. Isto
significa: sem preocupação em montar o treino, certeza de que você está fazendo o melhor treino, pessoas ao redor para comparar e
motivar, mais estrutura e conforto nas provas.
Como comentei no início do post, estabeleci algo parecido com uma mini rotina, mas é preciso
jogo de cintura e alternativas. Não é fácil, mas é possível. O condicionamento
também custa a vir, mas está chegando aos poucos.
O maior ganho que tive, nestes meses em que estou tentando
ganhar consistência nesta rotina triatlética.... é justamente este: tentar ganhar consistência na rotina
triatlética. É estar no meio da “confusão”, treinando, bem ou mal. Se não da melhor forma,
paciência, mas treinando.
Nas minhas aspirações, chegará o dia em que tudo se
encaixará melhor. Então eu terei esta vantagem, a de já estar no meio do
burburinho, seguindo neste caminho que tanto amo.
sábado, 11 de janeiro de 2014
2014 PRÓLOGO
Contemplando, curtindo e compartilhando. Vendo a banda
passar. Assistindo à missa.
Hum... nada disso funcionará em 2014.
Como ser rápida e eficaz?
Eficaz ou eficiente?
Organização e foco. Tempo e meta.
Confesso: entro nesta cansada, por isto desejo conhecimento
e alívio.
Eu que me vanglorio de ver beleza na dor, confesso: vai ser
doloroso e divertido. Belo.
Embarco em 2014 querendo alcançar com braço e mão o próximo
e o próximo e o próximo... Planejando. Agindo. Tudo organizado e rapidinho.
Espero que quando minha vez chegar, ninguém diga: “acabou”.
Espero um tanto mais de amor.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
3 MESES COM MEU PASSARINHO
Os meses voaram junto com meu passarinho, e ele não é mais
aquele bebe conchinha, que se encorujava todo no meu peito. Nada é calmaria, tudo
continua transbordando, meu amor e apego por ele... e ele pra fora da almofada
de amamentação, que está ficando pequena muito rápido. Tudo continua mudando....
Retrospectiva Miguelzinho: Que belo novo dia!!
cheguei com um presente
- Já dorme direto, não todos os dias, é verdade, mas já teve boas noites de sono (contribuindo para beleza e sanidade da mamãe).
- · Dorme bem de forma geral, mas existem alguns sinais de que talvez ele seja da noite (dorme mais gostoso e profundo de manhã e não “capota” antes das 10hs).
- · Gira 360º durante a noite, enquanto dorme.
- · Que belo novo dia!! Acorda muito feliz e risonho. Puxou o pai nisto.
- · Desde de novinho, não gosta de jeito nenhum que o carreguem como bebe, deitadinho. Quer ficar ou olhando sobre o ombro de quem o carrega, ou na sua posição favorita, sentadinho olhando para frente.
- · Nesta posição ele se esbalda fazendo gracinhas para as pessoas, mexendo as perninhas e os bracinhos.
c passarinho abriu os olhinhos
- · Já deu sua primeira gargalhada, com o papai, num dia em que eu não estava em casa. Apesar do tiquim de ciúme, gostei muito da cumplicidade dos dois (assunto que renderá mais um post).
- · Outro que consegue arrancar gargalhadas do mini-cara é o vovô.
- · Ainda tem seu bigodinho e continua peludinho. A médica falou que vai cair mais ainda não caiu.
quero ver você voando, quero ouvir você cantando
- · O cabelo caiu bastante na parte da frente, está com corte Arnaldo Antunes.
- · Já gosta de tomar banho – ufa!
- · É muito curioso, gosta de olhar para a TV, as luzes e o som o atraem. Mamãe ouve de todos: nossa, vai ser noveleiro igual o pai.
passarinho, mas moderno
- · Faz sempre uma manha quando coloco no bebe conforto, no carro. Faz forcinha com pescoço para levantar. Chora tb quando carro para no trânsito, parando assim que voltamos a andar.
- · Tudo tem limite. Curte as coisas naturebas da mãe, como shantala, banho de balde e sling, mas médio. Tem dia que manda um “sai pra lá com isto e me deixa em paz”.
colagem de passarinho´s mil
Retrospectiva Carol : Como se não houvesse amanhã!
- · A insegurança de sair de casa durou 1 mês só. Agora, saracuteio para cima e para baixo com meu pequeno a tira colo.
- · Não tenho a menor cerimônia e preocupação na hora do mamar. Procuro um lugar confortável e faço meu filho feliz, sem me importar com o que as pessoas acham.
- · Estou me achando muito mulambenta, a louca do sutiã de fora.
carol vê estrelas
- · O ciúmes do pequeno está diminuindo. É.... mesmo não demonstrando (acho que não.... kkkk) e trabalhando isto desde o 1º segundo de vida do Miguel, queria meu pequeno embaixo da MINHA asa foreverrrrrrr.... (mamy poderosa????? tô fora!!!! trabalhando isto TODOS os dias e segundos).
- · A preocupação com o futuro tb está passando aos poucos. Estou aprendendo a amar o Migas como se não houvesse amanhã.
- · Apesar de todo o zelo e de fazer questão de cuidar de tudo o que é dele, as vezes descuido de algumas coisas. Exemplo: um dia me dei conta de que o suvaquinho dele estava cheio de uma espécie de lãnzinha... ou seja, sujeira mesmo (as dobrinhas desta região e do pescocinho requerem atenção especial).
mamãe e passarinho 1 dia de vida: cara dum...
- · Parei um pouco de tirar fotos. Um pouco.
- · As coisas com o Glau estão voltando ao normal, mas ainda estou morrendo de saudades dele (do que tínhamos antes do Miguel – isto renderá um post futuro tb).
- Voltei a fazer exercício desde o 20º dia do Miguel, mas agora já me sinto um pouco mais segura para correr, fazer as coisas com um pouco mais de vigor (tb renderá outro post).
quebrando o gelo
PS: e tantas outras coisas nós fizemos e descobrimos.... mas
eu tinha que terminar este post antes dele completar 4 meses.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
MEU PASSARINHO NASCEU!
(BIRTH REPORT - 2 meses depois.... demorou mas este
post saiu)
Miguel, meu passarinho. Nasceu e foi mais ou menos assim...
Eu estava esperando por ele, e ele veio no dia em que quis:
13 de agosto de 2013.
A previsão era dia 20. Eu achava que nasceria no dia 15,
após a virada da lua. Ouvi uma explicação racional para o fenômeno e coloquei
minha certeza na nossa linda e poética lua. Não que eu seja 100% racional, ninguém
é, principalmente no quesito maternidade. Mas a minha ansiedade em saber o dia
exato do nascimento foi enorme. Igual criança em viagem querendo saber a que
horas/minuto/segundo chegará ao destino final. Eu seria capaz de apelar para
gurus, revistinha do João Bidu, biscoitinho da sorte do China in Box... qualquer
coisa. Se promovessem um encontro com Dalai Lama, eu deixaria de lado as
questões da alma e perguntaria “que dia meu bebê nasce???”. Fiquei com a
questão martelando na mente 8 dias por semana , fingindo que levava uma vida
normal.
Trabalhei até dia 09 de agosto e, nos meus planos, teria até
dia 14/15 para descansar e ajustar os últimos detalhes (ainda faltavam algumas
coisas).
No sábado 10 de agosto, tive um leve sangramento. Sabia que era normal, liguei para o médico e
ele me disse para ficar atenta, mas que não era um sinal de parto imediato (o
sangramento pode acontecer até 7 dias antes do parto). No sábado ainda, comecei
a sentir cólicas, pareciam intestinais e logo as atribuí ao sushi que comi no
jantar do dia anterior (sim, consumi peixe cru durante a gravidez).
No domingo 11/ago, dia dos pais, o almoço foi em casa, eu já
não estava muito disposta para me locomover ou ir a restaurantes. Continuava
com a cólica, mas desta vez percebi que tinha um pico de dor, a cada 1 hora, 40
minutos, e que ela ficava intensa e passava rapidamente. Desconfiei, fui para o
hospital no final da tarde – sem dilatação.... o bebê não ia nascer. O médico
me disse que eram as tais contrações falsas.
A segunda 12/ago.
Fazendo uma analogia ao triathlon, foi o início de uma prova
longa. Imagine largar, mas sem saber exatamente se está valendo, se a prova
começou. Passei a manhã toda no sofá, com a tal da cólica. Não liguei para
ninguém até que tive uma leve diarréia perto da hora do almoço.
- “Dr Dutraaaaaa.....”.
- Bom, diarréia não é normal, ainda mais se vc comeu algo
que desconfia ter feito mal. Provavelmente está com algum desconforto
intestinal. Acompanhe o horário das dores e o sangramento – disse o Dr.
Espero mais um pouco, ainda com dores (ficando mais intensas,
ainda a cada 40 min/ 1 hora).
- “Libanoooooooo.....” (terapeuta alternativo com quem me
consulto, faz do in, acupuntura, entre outros trabalhos de orientação maravilhosos...
fiz um trabalho com ele bem bacana durante a gravidez).
- Agüenta, se não agüentar, venha aqui mais tarde.
O Glau chegou. Eu queria segurar a onda, ficar forte. Se
fosse cólica intestinal, não poderia tomar nada, além do que não queria ir
novamente para a maternidade e ser “alarme falso”. Mas as dores começaram a ficar mais fortes e
mais freqüentes.
10 horas da noite, fomos para a clínica do Líbano. Aperta
aqui, aperta ali..... já era meia noite passada... só a dor não passava.
- Não é intestino, seu bebê vai nascer. Você deve escolher
entre ir para o hospital agora, ou esperar amanhecer e ir cedinho....
Não sei bem o motivo, não me lembro, mas escolhi ir para
casa. Acho que “ir amanhã cedinho” soou melhor, mais seguro (ou inconscientemente
eu precisava de mais um tempo??). Chegando
em casa, sabendo que não dormiria, fui direto para o sofá da sala. Liguei a TV.
Deitei. Dor. A dor. PUTA dor. Não dava para respirar ou me mexer. O Glau
colocava a mão em mim, na intenção de me confortar, mas parece que doía mais.
- Glau... vamos para o hospital agora!
A partir daí, foi tudo muito rápido (e doloroso). Chegamos às
2hs da madrugada, o Miguel nasceu 4h32 (estes 2 minutos contam).
Cheguei com 6 de dilatação. Já fui para o quarto, Dr Dutra,
Líbano, Glau... todos lá. Exames, agulhas de acupuntura, dedadas (pois é)....” leva
para a sala de cirurgia”.
Eu treinei tantas técnicas de respiração na yoga... para
sabe lá fazer o que na hora. Também não cheguei a pensar no conselho de uma
amiga atleta: “é como na prova, vc sabe que no final vai doer, mas vai passar
quando cruzar a chegada... e vai ficar feliz por ter feito aquela força”. Pelo
menos não com esta clareza toda. Foi mais ou menos assim...
Primeiros momentos (eu comigo mesma): “a dor vai passar, a dor vai passar”
Momentos depois: “Caramba, dói muito... mas vai passar,
N.Sra... vai passar... Jesus... vai passar”.
Momentos finais: “Caral*&$# esta dor não vai passar??
Isto foi uma anestesia ou o que??? Pelamor o que estou fazendo aqui, porque não
marquei esta cesárea??”
Doeu muito, mas não me arrependo de ter optado pelo parto
normal, faria tudo de novo, foi ótimo para mim e para o bebê. A dor é intensa
mas passa, e a gente agüenta! É chavão, mas é verdade.Também é verdade que a
gente esquece os perrengues, a natureza é mesmo sábia.
Porque, chega um momento (e não é o da anestesia) que a dor
some, e você se dá conta de que Deus existe.
Não é modo de dizer, metáfora.
Quando o médico colocou o Miguel no meu peito, eu perdi o ar,
tudo girou, foi uma espécie de transe. Lembro que falei para o Glau “Olha como
ele é lindo” (frase que repito insistentemente para ele até hoje).
"Olha como ele é lindo"
Não foi aquele
“romance” de filme, era realmente o amor.
Lembro que fiz um “raio x” dele... vi cada detalhe, que era
bem peludinho, que tinha um calinho na boca, bigode, a proporção da cabeça e
corpinho, a expressão do rostinho, mãozinhas. Eu cheguei a assistir mais de uma
vez, grávida, a estes programas que mostram nascimentos. São emocionantes.
Também me preparei para este momento, imaginava como seria. Mas é um milhão de
vezes mais intenso. Ptza, eu poderia ficar escrevendo parágrafos e parágrafos, ainda
assim não conseguiria descrever. Descobri o verdadeiro sentido da palavra
indescritível (acho que em outros casos, a usei de preguiça), por isto vou
parar de tentar explicar.
Fiquei um tempinho em uma salinha “reservada”, por conta da
anestesia. O Miguel foi receber seus primeiros cuidados médicos. Quando a
enfermeira veio até mim e disse “vamos subir”, e colocou o Miguel embrulhadinho
na minha barriga/peito, eu não estava esperando. Foi outra explosão de amor.
Como pode? Esta coisinha estava dentro de mim! É ridículo, mas eu olhava para
ele assim, deitada, com cabeça meio erguida pra ver melhor... “estas mãozinhas,
pezinhos... ele estava dentro de mim”.
No quarto, por minha iniciativa, a primeira coisa foi oferecer-lhe
o peito. Ele imediatamente aceitou.
Daí em diante, foi só amor, cuidado, sono, cansaço e outras
coisas. Algumas já relatei nos posts anteriores e outras ainda renderão novos relatos.
Meu projeto de bebe-menino- homem feliz está só começando.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
JUNINHA
Eu achei que era muuuuuito ferradona porque subi a serrinha de São Pedro no volantão!!
Juvenil eu...
Juvenil eu...
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