WORK HARD AND PLAY HARD

quarta-feira, 1 de maio de 2013

9 MESES: PREPARAÇÃO PARA PRÓXIMA PROVA!

Início de texto com o principal chavão deste blog (e de tantos outros): estou sumida, são muitos compromissos e pouco tempo para escrever.  É... acho que estava com pouco tempo para escrever. Pouca vontade também.

Segundo chavão: todo mundo é feliz no mundo virtual, mas eu, durante este período, não estava assim, como dizer, tão feliz. Parecer feliz para os outros, definitivamente, não me preocupa. Talvez eu estivesse muito vulnerável, sem saber por onde começar, como escrever tantas dúvidas e preocupações no blog. Introspectiva também.

Passei o 2º semestre de 2012 com treinos soltos, sem planilha e sem provas, o que já  não rende tantos posts, principalmente em um blog cujo tema central é o triathlon. Estava em fase de pré-projeto.

Terminei o ano já com o “GO”, o tiro de canhão para o meu maior projeto: meu primeiro filho.

 
 
Eh... este é meu novo desafio, minha nova prova, meu novo projeto.
Eram férias de final de ano e eu e o Glaucus resolvemos  fugir de tudo e de todos,  passar as festas sem festas, “isolados” no interior.  Estávamos cansados, depois de um ano de muito trabalho e muitos conflitos, queríamos recarregar as energias, parar mesmo, ter um tempo só para nós, transar bastante (segura a sacanagem aí gente – era para procriação!!!!).
 
Na mala de viagem, roupas, bike, cachorro, ração de cachorro e alguns apetrechos triatléticos. Claro, a nossa rotina de “descarrego” incluía treinar.
Junto levei também um teste de gravidez, que decidi usar no dia de Natal, logo que acordei. Minha menstruação estava atrasada, mas estava segurando a onda (quem tentou ou está tentando engravidar sabe como é).
Positivo, eeeeba! Beijos, beijos, beijos, felicidades e emoção!
E também fim de treinos de final de ano (a bike só foi passear de carro, não rodou 1 diazinho).
Fim de treinos até Março.
Sim, foi exatamente o que pensei, não vou ser hipócrita. Estava mentalmente preparada para este tempo off, mas senti aquele “ai” no meu coração. A eterna batalha mente e coração. Eu quero tudo, bebê, marido, triathlon, trabalho, família, estudo. Mas quando não dá para ter tudo, o jeito é acalmar o coração, e ir mais pela razão.  
Estou quase no sexto mês e, até então, está sendo uma montanha russa, cheia de emoções, altos e baixos, tristezas e alegrias.
Muito enjôo; um amor indescritível no 1º ultrasom morfológico; a falta de chão depois de um sangramento e a constatação de um descolamento; repouso absoluto; volta ao trabalho em slow motion; novos ultrasons mostrando melhora do problema; descoberta do sexo do bebê (menino!!!! Miguel!!!); estudo (voltei a estudar); médica que fará mestrado na época do parto; busca por outro médico; encontrar outro médico; hipotiroidismo... enfim, muitas coisas!
A verdade é que mundo não vai parar durante minha gravidez. As coisas continuam acontecendo, boas e más.  Durante o repouso médico solicitado, não pude ser poupada dos problemas e “apurrinhamentos” da vida. Simples assim!
Ficar calma, tranqüila, é um exercício que deve ser feito com dedicação, mas é ilusão achar que o mundo vai ficar cor de rosa porque você está esperando um filho. Não vai. Das duas, uma. Ou as pessoas vão esconder as coisas de você, e será igual sua festa de casamento: depois de meses vc ouvirá um monte de histórias que não viu, como se a festa não fosse a sua e vc não estivesse estado lá. Ou você tem que arrumar uma maneira melhor de lidar com tudo, contar até 10, dizer “isto não me pertence”,  fechar os olhinhos e abraçar o Buda (meu entendimento de ficar zen é este, bem simplinho, desculpem pela falta de espiritualidade!!!!).
Durante esta pausa eu passei por vales negros em minha mente, mas saí mais forte, e com a certeza de que quero ter meu filho, já o amo muito e não quero “envenená-lo” durante a gestação, nem com emoções, nem com ações.
Quem gosta de Senhor dos Anéis, entrei maga cinza, sai maga branca.  
E sabe Deus o que mais me espera até o final.
Na minha fantasia, a essa altura, o blog estaria repleto de histórias de treinos e gravidez, mas os treinos... ah, treino não vai... as ATIVIDADES FÍSICAS (é difícil viu....!!) ainda estavam proicbídas até semana passada.  Agora estou liberada para esportes aquáticos (natação e hidro), e será só isto até o final.
Vai ser muito engraçado arrumar a mala para fazer hidro, mas confesso que não vejo a hora!
 
 
PS: texto dedicado ao Ticano, que passou as férias conosco andando no mato e comendo manga do chão. Já estava doentinho e morreu em Janeiro. Ticano, vc foi um cachorro maravilhoso, temos certeza que vc  está em um lugar melhor, correndo muito e sem dor!


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

MÁSCARA



A dor pergunta:  “preciso fazer isto?”.
Primeiro, sussurrando baixinho, com medo de perguntar.
Depois, ao ver que não foi prontamente atendida, aos berros.
Máscara... em qual km a sua cai?

domingo, 18 de novembro de 2012

ERREI


“ERRAR É HUMANO, MAS A SENSAÇÃO É DIVINA” (anônimo)
A regra. A lei. A ordem. Burlar às vezes é divertido, às vezes é delicioso mas, às vezes, o resultado não é nada mais do que um nó cego no peito, um aperto que não te deixa pensar ou dormir. Paranoia (com amor e com medo). Que merda.
Tem coisa que dá errado e te faz buscar outra direção.
Tem coisa que dá errado e te faz pensar “parem o mundo que eu quero descer”.
Tem coisa que dá errado e vc dá risada, se diverte.
Tem coisa que dá errado e é um desastre mesmo!
Erramos quando temos medo de buscar nosso lugar ao sol.
Erramos quando reagimos para a vida com ódio e ressentimento.
Erramos quando mortificamos e ferramos nossos corpos.
Erramos quando queremos parecer bem e não cuidamos para estar bem.
Erramos quando deixamos de lado nossa criatividade e espontaneidade.
Erramos quando não temos disposição para a luta.
Erramos quando não temos esperança.
Erramos quando lamentamos o fracasso mais do que o tempo que nos cabe esta lamentação.
Erramos quando não arriscamos, não nos aventuramos.
Erramos quando não sabemos o que é bom para nós, o que funciona.
Erramos quando não pensamos no outro.
“Errar é covardia” (Nietzsche), quando se sabe o que é certo e verdadeiro, MAS, pelo prazer ou para levar algum tipo de vantagem, erramos mesmo assim.
Erramos por ignorância ou por rebeldia? Precisamos de um plano B, ou erraremos por ficar sem rumo.
Pode ser só um acidente de percurso. Pode ser uma cagada homérica.
Ô mundo errante. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A PRESSA E A PREGUIÇA


PRESSA
Estou querendo que este ano passe logo: ô ano esquisito;
Pressa para que meus planos aconteçam, para que as coisas se concretizem;
Faço mil coisas ao mesmo tempo;
Tenho pressa para ler tudo o que eu quero ler... logo!
Quero aprender 25 idiomas;
Voltar a treinar;
A menos que este seja meu último dia (e eu desconfio que não seja)...;

PREGUIÇA
Acordo com a sensação de que tenho algo muito importante para fazer: continuar dormindo;
De revisar e terminar vários textos que comecei a escrever para o blog;
Preguiça de me explicar minhas motivações para gente chata e acomodada;
Preguiça de regularizar meu título de eleitor e ir votar; 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MEIA PALAVRA BAS...


“Pra bom entendedor meia palavra bas.../ Eu vou denunciar a sua ação nefas...”
(“?” - Carlos Rennó / Pedro Luis / Roberta Sá)

Chato é quem me convida para comer pastel no almoço, sabendo que eu não vou, apenas para me criticar e me chamar de chata (quem me convida por educação ou pela compania, obrigada).

Você já correu 15km depois de comer hamburguer? Eu já e não foi nada legal. Se vc come, corre e acha que é bom... problema é seu.
Não sou porta voz do que é certo ou errado.  Eu faço as minhas coisas, você faz as suas!
Viciada em treino é a vovozinha. Faço porque gosto, quero e posso. Novamente: eu faço as minhas coisas, você faz as suas!
É meu estilo de vida, até a hora que eu decidir ir para o próximo. Não deixa de ser um vício, mas cuidado com o tom que usa para falar vício (principalmente se você não faz idéia do que é triathlon).
Cada um faz o que quer da vida, e colhe as flores e as dores de suas escolhas.
Se nos encontrarmos, maravilha.
Se não, paciência.
PS: para quem gosta de mim como eu sou, um beijo. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

OH ADMIRÁVEL MUNDO NOVO!


Lendo este trecho do livro, me lembrei de não esquecer a essência do triathlon.
“É estranho – comentou o Diretor, enquanto se afastavam -, é estranho pensar que, mesmo no tempo de Nosso Ford, a maioria dos jogos não tivesse mais acessórios que uma ou duas bolas, alguns bastões e talvez um pedaço de rede. Imaginem que tolice permitir que as pessoas se dedicassem à jogos complicados que não contribuíam em nada para aumentar o consumo. Atualmente, os Administradores não aprovam nenhum jogo novo, salvo se demonstrar que ele necessita, pelo menos, de tantos acessórios quanto o mais complicado dos jogos existentes”
Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley
PS: não sou contra o consumo, mas tento (MESMO) dar a ele seu devido peso e importância. Este lembrete é para mim mesma e para quem servir.