WORK HARD AND PLAY HARD

segunda-feira, 18 de julho de 2011

LE TOUR DE GLAU

Ontem acordei preguiçosamente as 9h30.
A programação era a seguinte: tomar um café da manhã de atleta na padaria, digerir o café assistindo o Tour de France, almoçar um almoço de atleta, digeri-lo fazendo qualquer coisa (uma soneca, quem sabe), e sair para um giro de corrida, lá pelas 15h30.
Quando meu marido (Glau) retornou de suas andanças, o Tour tinha acabado de acabar e eu já estava entrando numa soneca boa no sofá, mas acordei e logo peguei minha check list. Constatei: hora de almoçar! O Glau ponderou “por que não correr agora? Estou sem fome nenhuma e já tiramos isto da frente”. Eu estava com fome. Além disto, meu café da manhã de atleta não era suficiente, minha reserva de gel se foi sem ser reabastecida... que fazer? Abri a geladeira e vi que tínhamos 1 pedaço de pizza de atum... hum delícia... comi.
Alonguei, olhei o tempo, nem frio nem calor, ótimo! Qual percurso? Ele imediatamente definiu “Imigrantes – Anchieta” (Servidei Demarchi / Estrada do Batistini – SBC). Bem, percurso difícil, 11 km que valem por 15, já que as subidas são muito duras. Eu topo! E estamos perto de casa, caso a pizza vire revertério, eu tinha para onde correr (de volta para casa, literalmente).
Eu já sou conhecedora deste caminho: “Glau, é melhor seguirmos sentido Anchieta primeiro, é plano e aquecemos bem. Ir direto para Imigrantes significa aquecer na ladeira mais dura”. Neste momento, o Glau com feição muito séria, de quem sabe o que faz, pediu um voto de confiança – “Vamos para a Imigrantes, vem nimim”. Claro que eu dei meu voto, pedindo assim! E lá vamos nós, sentido Imigrantes. Iniciou-se o que futuramente será conhecido como Le Tour de Glau.
Ele corre infinitamente mais rápido que eu, mesmo eu treinando infinitamente mais que ele (maldito!), mas segurou bem o ritmo para me acompanhar. Sobe, desce, sobe, desce. Ele mantendo-se sempre a uns 30 mts na minha frente. Chegamos na interligação e ele segue em direção a Imigrantes mesmo, para a estrada. Para minha surpresa de motorista, que não repara bem no caminho, este trecho é MUITO íngreme, gente, é uma subida daquelas que vc inclina o corpo e vai na ponta do pé! Eu comecei a querer xingá-lo, quando entramos na Imigrantes mesmo.
O barulho dos carros, caminhões, etc é muito alto. E a adrenalina, o medo? ? Comecei a me sentir estranha, a boca começou a secar, quando então começamos a... tchanam... subir. Cara, são 1,5 km de subida sem sair de cima. Ai vendo aquele morro lá em cima e a cabeça meio borrada (efeito asfalto/calor) do meu cônjuge, comecei a gritar “Glaaaaaucus”. Claro que ele não ouvia, parecia até acelerar mais. De repente ele dá aquela olhadinha e eu abro os braços, como quem diz “Até onde vamos? ? ? ?”. Ele parou. Quando o alcancei e consegui fazer a pergunta que estava me matando de curiosidade, ele respondeu sorridente “vamos até a primeira saída, entramos “por dentro” e vamos sair lá na Brasul (perto da nossa casa), vai dar uns 15 km”. Eu devia ter desconfiado, na verdade eu desconfiei, mas não quis dar uma de chata e fui com uma condição: “Preciso tomar água”, foi o que eu disse, assim, verbalmente. Nas entrelinhas, estava dizendo “vc é o macho provedor fdp responsável pela minha sobrevivência neste momento, vá dar um jeito de me arranjar água”. Ele leu nas entrelinhas e avistou um posto de gasolina. Como ele estava um pouquinho na minha frente, foi na direção do banheiro e entrou direto no masculino. Eu fiquei lá fora esperando ele sair, para pegar o dinheiro e comprar uma água na conveniência. Quando ele saiu, me olhou espantado: “já bebeu? ? ? ?”. Hein? ? “Já bebeu água na torneira do banheiro feminino? ?”. A desconfiança virou certeza, sim eu estava na maior roubada. Bebi água na pia do banheiro, rezando para não pegar nenhuma doença intergaláctica, mas não reclamei.
O caminho “por dentro” se revelou aquilo que vocês já devem estar imaginando: um sobe e desce com ladeiras dignas deste post de bem mais que 140 caracteres. Eu pensei: “minha vingança vai ser não desistir, ele deve estar morrendo de vontade que eu sente, chore e peça um taxi. Vamos lá Carol, vc vai até o fim”.
A cada início de subida, o Glau dava aquela olhadinha para trás, com cara de cachorro quando faz coisa errada, e me mandava um sorrisinho travesso. Nesta altura eu me dei conta de que nem ele imaginava que seria aquilo. E o pior, comecei a achar que ele não sabia direito onde estava. Tive certeza quando chegamos na praça que fica entre a Kennedy e a João Firmino, ou seja, bem longe da Brasul.
Paramos para beber água no tanque de lavar roupas, no posto da PM. A esta altura já doía até o terceiro olho e o ritmo, que até que estava bom (acho que adrenalina), caiu bastante. Continuamos, entramos na Anchieta (mais medo), entramos na Servidei novamente e fim, casa!
Quando acabou, minha vontade era xingar, mas estava cansada e a situação do dito cujo tb não era muito diferente, deu dó. Foram 2hs de corrida (contando as 2 paradas, que devem ter dado uns 5 min). A kilometragem ttl não sabemos, precisa medir com carro. Ou não, podemos inventar uma na hora de contar a história... dizer que foram 25km, ou 31... sei lá.
De qualquer forma, dado o período festivo que o ciclismo vive hoje (e pedindo uma licença poética já que não fomos de bike), patenteamos o percurso como Le Tour de Glau. Eu já devia saber que vindo do meu cangaceirinho predileto, fácil não ia ser.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

BIKESONTERAPIA

Injúria e melancolia. Além de tudo, como se não bastasse, TUDO, sintomas de gripe.


Justo agora que eu não posso ficar gripada. Descansar? Pensei “não, se for para ficar doente, então que fique logo, vou treinar”. Saí do escritório com uma garoa fina comendo. É melhor não arriscar tanto e treinar no rolo.

Musiquinha ou DVD? Será que está passando reprise do Tour de hoje? Ah, musiquinha é melhor. Mas tem que ser O SOM, porque estou precisando de terapia. Musicoterapia? Hum, clichê demais. Roloterapia... meio pornô.... bikesomterapia é melhor!

Aquecimento
Primeiro som foi Concrete Blonde, álbum Mexicam Moon. Comecei pedalando bem leve com “I call it love”– “some call you Allah, some call you God, some call you Buda, I call you Love, some call you power come from above, some call you Jesus, I call you Love”. O clima piscoldélico que esta música tem e o fato da Johnette Napolitano ser metida com umas bruxarias fez deste momento uma espécie de pedido de benção para meu treino. Uma reza pedindo autorização para andar por alamedas mais selvagens...
Continuei com “Bajo la luna mexicana”, do mesmo disco. Pensei em voltar a tocar e aprender esta música no violão. O refrão é colento e dramático “Thinking of you under de mexican moonligth”.
Ainda pedalando leve, mas ofegante por conta da gripe e da cantoria, pensei em ouvir algo mais sombrio, lembrei de Evanescence, um som “meio assim suspeito” - rs, mas que eu já ouvi e gostei em um passado recente. Começou “Going Under” e no segundo verso a moça cantou “chorei 50 mil lagrimas”. Lembrei do Matheus, meu afilhado de 5 anos, que estes dias disse para a avó que queria ficar “mil dias” na casa dela. A pergunta veio na hora: de onde é que surgem certos números? ? ? ? AH... da cabeça das pessoas! Sei...
Ah, para quem quer que interesse, sim eu estava pedalando. O ritmo já estava encaixado mas o som não estava rolando. Ihh, Evanescense não dá.... talvez eu tenha ido demais para trevas. Que tal algo mais hard rock, mas que esteja no meu mood?

Gira estas pernas menina!
“Nigthtrain” – Guns. Ah, eu gosto muito de Guns, fazer o que? “I never learn, I´m on the nigthtrain”.
Sem nenhum sintoma de gripe, no ponto, acelerei mais um pouco. Precisava de algo a altura. “Holly Wars” – Megadeth. Levei para o pessoal: “because I don´t say it, don´t mean I aint thinking it / the next thing, you know, they´ll take my thoughts away”. A média aumentou e eu cansei um pouco.

Lenta e pesada!
Na sequência “In my darkest hour” - ainda Megadeth. Aproveitei para colocar mais peso no pedal e acompanhar a cadência lenta da música e... cantei alto. Lembrei da minha mãe, que sempre ouve um cantor e diz “ah meus 15 anos” (não lembro o nome do cantor, acho que é Jonny Rivers, é aquele que canta “Do you wanna dance and hold my hand, tell me that I´m your man...”).
Para continuar fazendo força, “I just want you” - Ozzy – “There are no unachievable goals / There are no unsaveable souls / No legitimate kings or queens / Do you know what I mean?” Sim sim, eu sei o que você quer dizer!
O príncipe das trevas me presenteia com mais uma “Ghost behind my eyes”, um hino da esquizofrenia ou, em palavras mais amenas, uma reflexão para aqueles momentos onde nosso diabinho domina nosso anjinho. “I can´t see through you, you are the ghost behind my eyes, the ghost that tells me lies”.

Protesto! Mil vezes protesto!!
Voltei para cadencias mais altas com “Mr. Integrity” – L7. Ri quando ouvi “I´m not the enemy / Please don´t preach to me Mr. Integrity”. RÁ!
Eu protesto! “Ideologia” – Cazuza… meu sex and drugs não tem nenhum rock´n roll.

Desaquecendo em grande estilo...
... porém um outro estilo.
Uma das coisas mais bacanas de treinar é o “barato pós treino” (mesmo quando morremos de cansaço). Pois bem, no auge do meu drama, já curtindo os sintomas pós-treino, coloco “Freedom 90” – George Michael – o bola gato man!!!! A música toda foi uma sessão descarrego das bravas. Eu não pertenço à você, e você não me pertence. E quase em transe encarnei uma espécie de Sir William Wallace no Tour de France, abri os braços sobre a bicicleta e gritei “Freedom /Freedom/Freedom”.
A última das últimas foi “What´s going on?” – 4 non blondes. Gritei com toda a força dos meus pulmões “O que está acontecendo?”, eu e a banda de uma música só (e um cover do Led – rs), provando que TPM + INA (endorfina, adrenalina...) = coisas inacreditíveis.

Me deu até vontade de escrever no blog. Aqui estou, de cuca fresca, terapia feita.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

25 KM MARATONA SP

Tenho competido menos este ano. É uma estratégia para focar mais os treinos para a prova de agosto e também economizar um pouco os gastos com Triathlon.
No ano passado, quando estava me preparando para Pirassununga, queria muito ter encaixado uma prova de meia-maratona mas não consegui.
No planejamento deste ano, escolhi como prova-treino os 25km que acontecem junto com a Maratona de São Paulo. Isto resolveria 2 questões: 1) treino longo de corrida; 2) poder responder "sim, eu estava lá!!!". Isto porque todos os anos, depois desta prova, as pessoas do meu convívio me param para dizer que lembraram de mim quando viram a prova na TV, perguntam se eu estava lá, e todo ano eu digo "NÃO, não sou maratonista, sou triatleta, faço provas mais curtas, etc, etc...". O mesmo acontece na época da São Silvestre. Este ano vou responder diferente - rs!!!
Em relação à preparação, nada especial para esta prova, fiz mais volume no início do ano mas minhas últimas planilhas estavam mais focadas em velocidade. Não corri mais que 15km, o que me deixou apreensiva.
Não descansei já que a idéia não era ir correr zerada. Treinei normalmente e no sábado, fiz meu treino de natação + pedal. De noite, fui "jantada" a um casamento e 10h30 já estava na cama.
Eu me acostumei demais ao ambiente das provas de triathlon, já não faço corridas de rua ha muito tempo. Por isto, estava um pouco "de bode" com a correria que teríamos que fazer para chegar na prova, mas para minha surpresa tudo correu bem: chegamos no tempo ideal (nem muito antes, nem muito em cima da hora), o guarda volumes estava organizado, muita muita gente, mas o clima estava bom.
Saímos eu e a Claudia com o objetivo de segurar no começo da corrida e forçar depois dos 15km. Saímos bem lentas por conta da muvuca, nós duas e o Zé. No 6º km, nos despedimos dele (que correria 10) e de boa parte da multidão. Aí sim, conseguimos desenvolver e controlar nosso tempo, a pista estava livre. Me engasguei no primeiro gel, o que me lembrou que ainda tenho dificudades para comer/beber durante a corrida (um ponto a ser corrigido). No 12º km, encontramos com os homens da elite passando pelos 21, muito lindo de ver, a galera grintando o nome do Frank Caldera, me deu um grande ânimo pensar que estava participando de um momento destes. Nestas alturas, comecei a sentir a musculatura da coxa arder. Pensei, "normal, é do pedal de ontem". Também pensei que pudesse ser a mecânica, que fica diferente quando corremos em um ritmo mais lento. Prestei mais atenção nos movimentos (foi um lembra/esquece até o final da prova). Um pouco afrente, passamos por uma banda, destas que os organizadores gostam de colocar no percurso. O som era "Alagados" do Paralamas. Porém o cantor estava aparentemente bêbado, e mandou um "alagados, FRINSFRAUUUU, favela da maré". Eu e a Claudia rachamos, e até diminuimos um pouco para ouvir ele cantar de novo (mas ele não cantou, mandou para a galera - ahhh).
Bom, já no km 16 o ardor da musculatura já tinha evoluído para dor mesmo, mas me lembrei do "filósofo" Macca: "quando começar a doer, é porque está acabando". Bem, faltavam mais 9km... é, estava acabando. Lá pelo 20, virou fadiga mesmo e no 22, o ritmo caiu bem, mas aí eu já estava feliz, na USP, perto da chegada. Até tentei dar um gás, o corpo respondeu... mas comecei a sentir um formigamento estranho, que nunca tinha sentido antes, e achei melhor não arriscar.
Passa a régua. Adorei esta corrida, não pelo evento em si, mas por como me senti nestes 25km. Eu e a Claudia fizemos um ritmo muito bom no meio da corrida, fiquei orgulhosa por isto, mesmo que tenhamos "quebrado" no fim, o que nesta altura do treinamento considero normal. Minha atitude foi positiva em toda a prova, principalmente depois dos 16km. Lidei muito bem com minhas dores e fadiga, porque sabia que elas viriam e me preparei. Quando a dor chegou, eu disse "ah, estava te esperando, me acompanhe neste mesmo ritmo e vamos juntas até o final", não fiquei negando e nem diminuí para ver se ela ia embora.
Terminada a prova, foi um perrengue conseguir um taxi para voltarmos para casa, não conseguimos. O jeito foi recorrer ao Santo Glaucus, que foi nos buscar.
Enquanto esperávamos, liguei para minha mãe, avisando que não me esperasse para o tradicional almoço de domingo. Ela me perguntou onde eu estava, eu disse "correndo em São Paulo" (somos do ABC, SP para ela é como se fosse outro país, muito longe), ela perguntou "ganhou troféu?", eu disse "não, é uma corrida com mais de sei lá quantas mil pessoas, não tem troféu" (não que me falte talento para isto mamãe - rs - falta troféu mesmo), ela "é esta que está passando na TV?", eu "essa mesmo", ela "eu disse pro seu pai que vc estava ai!!!!"
É mãe, eu estava lá!

sábado, 21 de maio de 2011

TRI & MASSA

Triathlon & Massa (tv de massa, música de massa, jantar de massas, e etc)

de tudo um pouco
O tempo passa, voa, e a rotina trabalho/esporte/social continua numa boa...
É... quase... a rotina está pesada, um típico se vira nos 30.
Eu, que estou super acostumada a fazer mil coisas ao mesmo tempo... tô arreando as rodinhas. Ô loco meu!
Escrever no blog está sendo prioridade nº 100... (não que eu achei isso legal, mas no momento não estou podendo prometer o que não irei cumprir).
Por estes dias, até em show de rock eu fui, coisa que não faço ha um bom tempo. Na ocasião, fui dormir 1h30, alta madrugada.
OBS: Putza show, que minha família setentista não me ouça falar isto.... sou grunge/metal até morrer - rsrsrsrs. Mas e os sambas/forrós e pop que tenho ouvido nestes últimos 15 anos...??? abafa!!!
Enfim, minha vida está um fast food de massa do shopping: 10 ingredientes diversos que não combinam entre si... camarão com palmito com molho branco com ervilhas com manjericão... o sabor pode não ser lá essas coisas, só que onde mais você poderia usufruir tal iguaria?


flores e dores!
Voltei a fazer volumes mais altos nos treinos.
Primeira semana, impressão: delícia, acho que me acostumei com isto, Penha aí vou eu..."Issaaaa, saúde é o que interessa, o resto não tem pressa, yeah yeah, IIIIIIIIISSAAAAA!!!".
Segunda semana: legal, tá bom... vamos lá, rotina, regularidade, vida normal.
Terceira semana: ai meu Jesuisim Cristim, já me achou aqui de novo, larga deu homi! Fiz um pedal um dia desses e passei 10km dos 100 que tinha que pedalar, pasmei em cima da bike, perdi a noção do tempo e do espaço. Não recuperei durante a semana, me arrastei, fiz treinos que não renderam.




Aguardem cenas do próximo capítulo!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O QUARTO RABINO, O POETA

"Os quatro rabinos
Uma noite quatro rabinos receberam a visita de um anjo que os acordou e os levou para a Sétima Abóbada do Sétimo Céu. Ali eles contemplaram a sagrada Roda de Ezequiel.
Em algum ponto da descida do Pardes, Paraíso, para a Terra, um rabino, depois de ver tanto esplendor, enlouqueceu e passou a perambular espumando de raiva até o final de seus dias. O segundo rabino teve uma atitude extremamente cínica. “Ah, eu só sonhei com a Roda de Ezequiel, só isso. Nada aconteceu de verdade”. O terceiro rabino falava incessantemente do que havia visto, demonstrando sua total obsessão. Ele pregava e não parava de falar do projeto da Roda e no que tudo aquilo significava... e dessa forma ele se perdeu e traiu sua fé. O quarto rabino, que era poeta, pegou um papel e uma flauta, sentou-se junto à janela e começou a compor uma canção depois da outra elogiando a pomba do anoitecer, sua filha no berço e todas as estrelas do céu. E daí em diante ele passou a viver melhor."

Não sou religiosa, não tenho idéia de onde fica o Sétimo Céu, se eram os deuses astronautas...
Ao ler esta história, minha cabeça fez uma associação imediata com o triathlon. Ok, não foi tão imediata, a associação veio quando cheguei na descrição do terceiro rabino. Não vou criticá-lo, pois, em algum momento, alguns mais outros menos, eu fiz e faço às vezes dele. Mas me chama atenção a atitude do quarto. Se superar nossos limites nos dá a sensação de que chegamos perto do divino, se o esporte nos dá disposição e felicidade para o cotidiano e nos faz encará-lo com mais determinação, então o esporte nos faz viver melhor...



Gostei desta história. O ponto não é se vc fica 10hs ou 30 min em cima da bike, e sim que tipo de atitude tomamos em relação ao esporte. O encaramos como meio para viver melhor? Perdemos o fio da meada tratando-o como obsessão? O tratamos com cinismo, dando menos importância do que realmente tem? Enlouquecemos? Quero me aproximar do quarto rabino, o poeta.

domingo, 17 de abril de 2011

DUAS PROVAS

Neste momento, escrevo do meu sofá enquanto meu ilustríssimo esposo relaxa de cueca no chão da sala, ainda sem ter tomado banho, ao som de Enya (direto do mundo dos elfos). E há quem ache que ele é um ogro – hahahahaha. Bom, voltando do mundo dos elfos, retomo minha empreitada bloguística para fazer 2 race reports. Começando de trás para frente, com a prova de hoje. CAMPEONATO PAULISTA DE DUATHLON – S.B.C Eu tinha uma única certeza, a de que ia doer, porque sim, é pior que triathlon. Mas já diz o ditado: quem conhece não se assusta, quem não conhece, não sabe o que é. Fui disposta a fazer muita força. Um dos aprendizados já está ai: sei que não sou a atleta mais experiente do mundo, mas tb não sou mais novata. Quando me concentro corretamente e me disponho a fazer força, eu consigo. Meus “e se” são as minhas próprias limitações. Físicas e pscicológicas. (Não que isso tenha a ver: neste momento o Glau está roncando.... ai meu Deus, tomara que não esteja sonhando com nenhuma elfa.) Voltando ao início da prova. O local da prova era quinze minutos da minha casa, em São Bernardo, mas eu consegui chegar em cima da hora. Não gosto quando isto acontece, fico meio atrapalhada e ansiosa. Como a transição é super simples, deu tudo certo. Largada, todo mundo correndo a milhão. Eu lá, no limite. Não sei das parciais, porque não tinha marcação de KM. Só sei que fomos forte, eu e mais 3 meninas da minha categoria, juntas. Transição super rápida, deixei as três mas elas me pegaram rápido, com pouco mais de 1km de pedal. Pensei: é minha chance de pedalar na roda delas (valia vácuo), não vou perdê-las nem ferrando. De novo, fiz força. Era um circuito de 5 voltas e as meninas abriam nas retomadas... eu tinha que “ralar” pra não deixar abrir. Uma delas abriu e ficamos em 3. Na quarta volta, numa das curvas, um cara tentou entrar na minha frente para pedalar com a gente... eu mandei a bike pra cima dele, não deixei não... quer vir venha atrás mala... hahahahaha... na verdade eu nem pensei direito, eu só mentalizei “não vou perder esta roda, não vou perder esta roda” (nossa, que pornô!!!). Pronto, acabou: 20 km passam muito rápido, é verdade. Transição encaixada, bora correr mais um tiquim... 2,5km. Deixamos uma das meninas para trás, agora éramos duas. No finzinho, faltando pouco menos de 1km, ela apertou mas eu não consegui reagir, mas não porque estava quebrada, porque estava forte e não dava mais. Fiquei em 4ª da categoria e feliz porque consegui fazer meu melhor. Vale comentar: que troféu mequetrefe... de plástico. É Campeonato Paulista, deviam ter caprichado. Depois ficamos lá confraternizando, as meninas da minha categoria são super gente fina, a Claudia mas as outras que não lembrarei o nome. Esta parte foi legal. Agora, perguntas mil: tudo bem, a natação é meu pior esporte, mas será que falta eu sair com mais raça para nadar. Minha bike melhorou muito, mas ainda não é suficiente, vamos continuar investindo... REBOBINA... 2 SEMANAS ANTES... GPI EXTREME TRIATHLON Prova em São Carlos, interior de SP. 1000 natação + 100 km pedal + 10 km corrida Encarei esta prova como um treino para o Meio Iron que quero fazer em Agosto. O objetivo era correr bem depois de um pedal longo, porque, entre nós, minha corrida em Pirassununga foi um fiasco. Tudo bem, correr 10 é bem diferente de correr 21... mas já é um treino. A natação foi o de sempre, sai por último mas ok, neste início de ano foquei meus treinos no pedal, confesso que nadei pouco. O pedal. O que posso dizer... Jesus Crimes! Não tinha 100km fechado, mas os km que tinham valeram por 150! Só subia, depois só descia. Já começamos subindo, uma super inclinada. Mas depois era uma espécie de “falso plano”, sei lá... eu olhava o Cateye e olhava o pneu, mas ele não estava furado... ai eu olhava o cateye e olhava a corrente, mas não estava enferrujada. Até eu entender o que estava acontecendo e aceitar que seria daquele jeito mesmo, demorou. Enfim, dava para dar uma descansadinha nas descidas, comer, etc. Na última volta eu fiz biquinho, quis dar uma choradinha na subida da capela, mas segurei a onda e engoli o nó da garganta... A corrida foi ótima, tinha subida tb, mas eu consegui cumprir meu objetivo e corri bem, soltinha, me sentindo A VELOCISTA. Se bem que eu tenho uma teoria: depois de um pedal longo, tudo que se quer é dar uma corridinha, por isso no começo vai que vai. Será que estou certa... Terminei a prova e não tinha mais Red Bull pra tomar, fiquei muito brava! Depois fiquei feliz de novo e “simbora” pra SP de novo (nossa, achei São Carlos longe). Na semana seguinte fiquei quebrada, fui pedalar na quarta e não conseguia olhar pro lado, só para frente, o pescoço doía que só vendo. Mas até que recuperei bem, não fiquei gripada (apesar da resistência ter abaixado um pouquinho) e na semana passada já estava treinando bem. Foi isso!!!!!!

terça-feira, 15 de março de 2011

CORPO



"O corpo não é uma máquina como nos faz crer a ciência. Nem uma culpa como nos faz crer a religião. O corpo é uma festa." Eduardo Galeano

D E I X A A F E S T A R O L A R ! !

traz as guitarras, as bike´s e o whey protein