WORK HARD AND PLAY HARD

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O QUE SERÁ...

Assistindo ao show do Arctic Monkeys na abertura das Olimpíadas pensando: quem vai cantar em 2016...
Muitas opções boas...
Mas.... MEDO!!!!
Bom... vou aproveitar esta aqui que está boa demais!!!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

AINDA SOBRE O OLHAR


Folheando um dos meus “alguns” cadernos, vi o seguinte texto:
“O milagre.
Dias maravilhosos em que os jornais vêm cheios de poesia... e do lábio do amigo brotam palavras de eterno encanto... dias mágicos... em que os burgueses espiam, através das vidraças dos escritórios, a graça gratuita das nuvens.” Mario Quintana.

Por que o burguês? Acho que porque ele é o pobre que ficou rico e que, quando em vez, tem saudades de quando era pobre e apreciava apenas o que era de graça. Entenda por “riqueza” não só moedas e dólares. São nos dias mágicos que nosso olhar percebe o que é gratuito ao nosso redor.
Como anda seu olhar?
O meu anda oscilando. Hoje ele está afiado. Eu sou o burguês no escritório. Se você me perguntasse, eu diria que nunca estive tão consciente (não pergunte amanhã - fazendo A BIPOLAR – rsrsrsrs).Estou contemplando as coisas simples da vida. Estou com menos pressa, mas bem ligada no que tenho que fazer para atingir meus objetivos.Quero mais tardes de interior, vendo o mundo girar. Quero ver as nuvens, brincar de decifrar as nuvens. Quero continuar vestindo minhas roupas confortáveis. Quero continuar gostando de sentir cheiros bons, frescos. Quero ouvir punk rock, mas também quero poder ir para meu canto ouvir som de água (de mar, de rio, de chuva).Quero ver o lado bom da dor (no esporte ou no deixar para trás), da morte, da vida e das pessoas. Quero enxergar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

VOLTEI RECIFE


"Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço. Quero ver novamente vassouras na rua abafando, tomar umas e outras e cair no laço."

Há duas semanas, estava na minha mesa com a cara “enfiada” no computador, quando uma colega de trabalho apareceu, em pé ao me lado, imponente mas com uma cara preocupada, me dizendo que tinha que me pedir um favorzão. Sabe quando a perna amolece? Logo pensei “ai, lá vem bucha”. Pensei no pior. Nem respondi e ela continuou – “preciso que você dê um treinamento para mim, minha equipe estará toda ocupada, não temos quem vá e não dará para remarcar com o cliente”. Eu disse “ah, é só isso.... quase morro do coração”. Ela – “pois é, mas o treinamento é sábado, 14hs, em Recife (e ficou vermelha)”. Ok, “No problems, eu vou”.
Escolhi mal o voo de ida: saída de Congonhas sexta, no início da noite (meu raciocínio de pelega foi “assim aproveito melhor o dia no escritório”). Aeroporto lotado, check in idem fila do Playcenter. Voo cheio e com escala. Fiquei sem jantar e cheguei 1hora da manhã no hotel, alta madrugada para mim. O avião aterrissou, mas meu mau humor continuou nas alturas.
Meu celular não pegava, o quarto estava quente, eu estava sem voz (resquício de garganta inflamada da última semana), sem poder ligar o ar condicionado (ou ele, ou minha voz para o treinamento). Resumindo, um terrível astral.
Liguei para o Glau para avisar que estava viva, ele perguntou: “E ai, tudo bem? O quarto é bom?”. Eu disse: “Nãããããão, tudo mal, o quarto é horrível, etc”. Demorei para dormi, lá pelas 2 da manhã.
Já tinha me programado para fazer uma corridinha no sábado de manhã, levei roupa, tênis, etc.
O relógio despertou as 7hs e eu não quis levantar. Pensei “vou jogar tudo para o ar, que correr que nada” e voltei a dormir. As 8h30, acordei novamente e me deu um estalo: “agora vou correr!!!!! Agora estou bem para levantar.... MAS... se sair para correr as 9hs, vou perder o café da manhã. Uma pena, vou voltar a dormir”. Pensei mais um pouco... “estou deixando de correr por causa do café da manhã??? Será que está certo???”. Aí lembrei do Glaucus, que as vezes me dá bronca dizendo “Carolina, pare com isto, você já passou fome alguma vez na sua vida??”. Ele sempre me fala isto quando me vê preocupada com comida (quero sempre esquematizar onde vou comer, o que vai ser... sou meio chata para comer “bugiganga”, lanche, salgadinho). Este pensamento mexeu comigo. Levantei. Dane-se o café da manhã, vou correr!!! Depois eu me viro pra tomar café em algum lugar.
Sai já do hotel, que estava a 1km da praia. Antes de chegar lá, passei pelo famoso edifício Hollyday. Diminuí um pouco o passo. A arquitetura é realmente linda. A precariedade também é notável. Este contraste chama atenção. Filosofei – tudo tende ao caos.
Mais um pouco e já estava na beira-mar da praia de Boa Viagem. Senti o ambiente melhor do que a última vez que estive lá, mais bonito e seguro. E fui correndo, correndo.... um calor enorme, com 20min eu já estava suando em bicas. Tudo foi ficando mais bonito, as coisas foram encaixando-se, fazendo mais sentido. Corri 10 km e na volta, vi que tinha uma loja de conveniência e parei para resolver a pendência do café da manhã. A atendente foi super simpática, perguntou da onde eu vinha, emendamos um papo e depois de pagar, eu disse “tchau, boa sorte, eu nunca mais vou te ver” – rsrsrsrsrs – ela respondeu com simpatia, mas eu saí da loja achando que não devia ter dito isso... mas saiu tão espontâneo. Endorfina é mesmo meio “chapante”.
Chegando no hotel, tive a ideia de colocar mel no meu iogurte (sempre tem mel no café da manhã). Fui para onde o café é servido e pedi um copinho de café, para pegar o mel que ainda estava no buffet. A senhorinha que o desarrumava foi muito prestativa, já me trouxe da cozinha o copo com mel.
Meu ponto é: de repente, tudo estava lindo, feliz. Um cenário totalmente diferente do da noite anterior. Tudo mudou? O lugar, as pessoas? Não, acho que EU MUDEI e o fiz por causa da corrida. Não foi um treino fácil, o cansaço da viagem e o calor estavam fortes, mas justamente por isto, eu tb fiquei mais forte para enfrentar o resto do dia com otimismo.
Não tem jeito, o esporte é minha pinga.
No final do dia, fiquei “p” novamente: erraram o horário do meu voo de volta. Tive que pagar a troca de passagem, além de chegar em casa 2 horas mais tarde do que o previsto. Mas aí é outra história, que só resolvi no pedal de domingo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

DE VOLTA


Vultures
John Mayer

Some of us,  we're hardly ever here
The rest of us, we're born to disappear
How do I stop myself from being just a number?
How will I hope my head to keep from going under?
Down to the wire
I wanted water but I'll walk through the fire
If this is what it takes to take me even higher
Then I'll come through
Like I do when the world keeps
Testing me, testing me, testing me
How did they find me here?
What do they want from me?
All of these vultures hiding right outside my door
I hear them whisperin
They're tryin to ride it out
They've never gone this long without a kill before
Down to the wire
I wanted water but I'll walk through the fire
If this is what it takes to take me even higher
Then I'll come through
Like I do when the world keeps
Testing me, testing me, testing me
Wheels up
I´ve got to leave this evening
Can't seem to shake these vultures out of my trail
Powers has made, by power being taken
I keep on running to protect my situation
Down to the wire
I wanted water but I'll walk through the fire
If this is what it takes to take me even higher
Then I'll come through
Like I do when the world keeps
Testing me, testing me, testing me
What you  gonna do about it?
Don't give up, give up

Obs: não está fácil, mas estamos aí!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

ROLO & SOM

Segunda, 02 de abril de 2012 - 1h10 de rolo. Som: Mexican Moon - Concrete Blonde.


PS: retrospectiva dos últimos dias

25/03 – Short Triathlon Sta Cecília – gosto muito desta prova mas desta vez, a praia dos Milionários, carinhosamente apelidada por mim de praia dos Lixonários, estava especialmente suja. Fez-se útil aquele treino de atravessar a piscina sem respirar. Respirar nos primeiros 25 mts de natação era risco de morrer engasgado com uma garrafa pet. Triathlon nem sempre é curtir a (boa) natureza!

26 a 30/03 – Uma semana interditada – infecção de intestino (não preciso explicar...)

31/03 – Voltei a treinar. 30K Corpore cancelado, para testar minha fé!!! Sigo no meu objetivo 2012: TREINAR APENAS PARA SER MELHOR (do que eu mesma).

domingo, 18 de março de 2012

CONFIANÇA - PARA MEDITAR

Texto de Paulo Cleto, para meditar.
Gosto de tênis, de como ele comenta e escreve sobre os aspectos técnicos e psicológicos do atleta/jogo. Gosto do humor e da forma como ele costuma provocar/fazer pensar.
Hoje, dando uma olhada para saber se o Federer levou Indian Wells, li seu último post, que fala sobre 2 lados da tal confiança.


Trecho do texto "Procura-se uma rival", retirado de:
http://colunistas.ig.com.br/paulocleto/2012/03/18/procura-se-uma-rival/

“Não há dúvidas de que a confiança é uma droga extremamente benéfica e produtiva, mas, como toda droga, tem seu lado negro. O da confiança é que deixa o indivíduo a um curto passo da soberba, algo que outro dia tive a audácia de associar ao Sr. Federer e uma das minhas leitoras ficou extremamente magoada com o fato.
Eu diria que se a confiança tem o poder de nos levar aos céus, a soberba pode nos colocar a um curto passo do precipício, sem nunca esquecer que quem tem a confiança aguçada pelas constantes vitórias e bons resultados, seja lá a atividade que for, sempre acha que o precipício está à distância de uma galáxia. (...)”