WORK HARD AND PLAY HARD

segunda-feira, 4 de junho de 2012

VOLTEI RECIFE


"Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço. Quero ver novamente vassouras na rua abafando, tomar umas e outras e cair no laço."

Há duas semanas, estava na minha mesa com a cara “enfiada” no computador, quando uma colega de trabalho apareceu, em pé ao me lado, imponente mas com uma cara preocupada, me dizendo que tinha que me pedir um favorzão. Sabe quando a perna amolece? Logo pensei “ai, lá vem bucha”. Pensei no pior. Nem respondi e ela continuou – “preciso que você dê um treinamento para mim, minha equipe estará toda ocupada, não temos quem vá e não dará para remarcar com o cliente”. Eu disse “ah, é só isso.... quase morro do coração”. Ela – “pois é, mas o treinamento é sábado, 14hs, em Recife (e ficou vermelha)”. Ok, “No problems, eu vou”.
Escolhi mal o voo de ida: saída de Congonhas sexta, no início da noite (meu raciocínio de pelega foi “assim aproveito melhor o dia no escritório”). Aeroporto lotado, check in idem fila do Playcenter. Voo cheio e com escala. Fiquei sem jantar e cheguei 1hora da manhã no hotel, alta madrugada para mim. O avião aterrissou, mas meu mau humor continuou nas alturas.
Meu celular não pegava, o quarto estava quente, eu estava sem voz (resquício de garganta inflamada da última semana), sem poder ligar o ar condicionado (ou ele, ou minha voz para o treinamento). Resumindo, um terrível astral.
Liguei para o Glau para avisar que estava viva, ele perguntou: “E ai, tudo bem? O quarto é bom?”. Eu disse: “Nãããããão, tudo mal, o quarto é horrível, etc”. Demorei para dormi, lá pelas 2 da manhã.
Já tinha me programado para fazer uma corridinha no sábado de manhã, levei roupa, tênis, etc.
O relógio despertou as 7hs e eu não quis levantar. Pensei “vou jogar tudo para o ar, que correr que nada” e voltei a dormir. As 8h30, acordei novamente e me deu um estalo: “agora vou correr!!!!! Agora estou bem para levantar.... MAS... se sair para correr as 9hs, vou perder o café da manhã. Uma pena, vou voltar a dormir”. Pensei mais um pouco... “estou deixando de correr por causa do café da manhã??? Será que está certo???”. Aí lembrei do Glaucus, que as vezes me dá bronca dizendo “Carolina, pare com isto, você já passou fome alguma vez na sua vida??”. Ele sempre me fala isto quando me vê preocupada com comida (quero sempre esquematizar onde vou comer, o que vai ser... sou meio chata para comer “bugiganga”, lanche, salgadinho). Este pensamento mexeu comigo. Levantei. Dane-se o café da manhã, vou correr!!! Depois eu me viro pra tomar café em algum lugar.
Sai já do hotel, que estava a 1km da praia. Antes de chegar lá, passei pelo famoso edifício Hollyday. Diminuí um pouco o passo. A arquitetura é realmente linda. A precariedade também é notável. Este contraste chama atenção. Filosofei – tudo tende ao caos.
Mais um pouco e já estava na beira-mar da praia de Boa Viagem. Senti o ambiente melhor do que a última vez que estive lá, mais bonito e seguro. E fui correndo, correndo.... um calor enorme, com 20min eu já estava suando em bicas. Tudo foi ficando mais bonito, as coisas foram encaixando-se, fazendo mais sentido. Corri 10 km e na volta, vi que tinha uma loja de conveniência e parei para resolver a pendência do café da manhã. A atendente foi super simpática, perguntou da onde eu vinha, emendamos um papo e depois de pagar, eu disse “tchau, boa sorte, eu nunca mais vou te ver” – rsrsrsrsrs – ela respondeu com simpatia, mas eu saí da loja achando que não devia ter dito isso... mas saiu tão espontâneo. Endorfina é mesmo meio “chapante”.
Chegando no hotel, tive a ideia de colocar mel no meu iogurte (sempre tem mel no café da manhã). Fui para onde o café é servido e pedi um copinho de café, para pegar o mel que ainda estava no buffet. A senhorinha que o desarrumava foi muito prestativa, já me trouxe da cozinha o copo com mel.
Meu ponto é: de repente, tudo estava lindo, feliz. Um cenário totalmente diferente do da noite anterior. Tudo mudou? O lugar, as pessoas? Não, acho que EU MUDEI e o fiz por causa da corrida. Não foi um treino fácil, o cansaço da viagem e o calor estavam fortes, mas justamente por isto, eu tb fiquei mais forte para enfrentar o resto do dia com otimismo.
Não tem jeito, o esporte é minha pinga.
No final do dia, fiquei “p” novamente: erraram o horário do meu voo de volta. Tive que pagar a troca de passagem, além de chegar em casa 2 horas mais tarde do que o previsto. Mas aí é outra história, que só resolvi no pedal de domingo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

DE VOLTA


Vultures
John Mayer

Some of us,  we're hardly ever here
The rest of us, we're born to disappear
How do I stop myself from being just a number?
How will I hope my head to keep from going under?
Down to the wire
I wanted water but I'll walk through the fire
If this is what it takes to take me even higher
Then I'll come through
Like I do when the world keeps
Testing me, testing me, testing me
How did they find me here?
What do they want from me?
All of these vultures hiding right outside my door
I hear them whisperin
They're tryin to ride it out
They've never gone this long without a kill before
Down to the wire
I wanted water but I'll walk through the fire
If this is what it takes to take me even higher
Then I'll come through
Like I do when the world keeps
Testing me, testing me, testing me
Wheels up
I´ve got to leave this evening
Can't seem to shake these vultures out of my trail
Powers has made, by power being taken
I keep on running to protect my situation
Down to the wire
I wanted water but I'll walk through the fire
If this is what it takes to take me even higher
Then I'll come through
Like I do when the world keeps
Testing me, testing me, testing me
What you  gonna do about it?
Don't give up, give up

Obs: não está fácil, mas estamos aí!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

ROLO & SOM

Segunda, 02 de abril de 2012 - 1h10 de rolo. Som: Mexican Moon - Concrete Blonde.


PS: retrospectiva dos últimos dias

25/03 – Short Triathlon Sta Cecília – gosto muito desta prova mas desta vez, a praia dos Milionários, carinhosamente apelidada por mim de praia dos Lixonários, estava especialmente suja. Fez-se útil aquele treino de atravessar a piscina sem respirar. Respirar nos primeiros 25 mts de natação era risco de morrer engasgado com uma garrafa pet. Triathlon nem sempre é curtir a (boa) natureza!

26 a 30/03 – Uma semana interditada – infecção de intestino (não preciso explicar...)

31/03 – Voltei a treinar. 30K Corpore cancelado, para testar minha fé!!! Sigo no meu objetivo 2012: TREINAR APENAS PARA SER MELHOR (do que eu mesma).

domingo, 18 de março de 2012

CONFIANÇA - PARA MEDITAR

Texto de Paulo Cleto, para meditar.
Gosto de tênis, de como ele comenta e escreve sobre os aspectos técnicos e psicológicos do atleta/jogo. Gosto do humor e da forma como ele costuma provocar/fazer pensar.
Hoje, dando uma olhada para saber se o Federer levou Indian Wells, li seu último post, que fala sobre 2 lados da tal confiança.


Trecho do texto "Procura-se uma rival", retirado de:
http://colunistas.ig.com.br/paulocleto/2012/03/18/procura-se-uma-rival/

“Não há dúvidas de que a confiança é uma droga extremamente benéfica e produtiva, mas, como toda droga, tem seu lado negro. O da confiança é que deixa o indivíduo a um curto passo da soberba, algo que outro dia tive a audácia de associar ao Sr. Federer e uma das minhas leitoras ficou extremamente magoada com o fato.
Eu diria que se a confiança tem o poder de nos levar aos céus, a soberba pode nos colocar a um curto passo do precipício, sem nunca esquecer que quem tem a confiança aguçada pelas constantes vitórias e bons resultados, seja lá a atividade que for, sempre acha que o precipício está à distância de uma galáxia. (...)”

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

TRIATHLON NÃO CAUSA DESMAIO, PODE FAZER QUE É BÃO!!!

Estava na casa dos meus pais neste sábado à noite, bem na hora do Jornal Nacional.

O Glau estava na sala com meu pai e gritou “Carol, corre que vai passar uma matéria sobre triathlon” . Eu corri da cozinha para a sala, um tiro de 10 metros digno de um Fast Tri, acompanhada pela minha mãe e pelo Átila (o cachorro).

Todos a postos. A reportagem começou falando do evento, mas logo passou a enfatizar o desgaste físico da modalidade, a fisiologia durante as transições, tudo endossado por depoimentos de médicos e imagens de provas, incluindo uma atleta desmaiando, com direito a replay, para reforçar que o negócio “é bruto”.

Minha mãe, que sempre gostou e incentivou este meu lado triatlético (salvo algumas exceções, quando não cumpro compromissos sociais para treinar), ficou preocupada: tem perigo de desmaiar? Nossa, é assim tão “sobre-humano”? Fiz alguns esclarecimentos e seguimos para o próximo assunto da noite, sem dar muita bola.

Hoje no trabalho, várias pessoas me abordaram com um “bom dia”, seguido de “lembrei de você este final de semana”, emendando um “nossa, como é difícil o triathlon, é sério que as pessoas desmaiam?”.

Olha a força do JN!!! Não é a toa que se trata de um dos espaços mais caros para se anunciar qualquer coisa.

Não vou nem mencionar a responsabilidade que a emissora tem, nem o quanto o programa poderia ser utilizado para benefício/esclarecimento da sociedade. Entraríamos por veredas filosóficas, obscuras e até paranoicas em relação aos meios de comunicação em massa.

Mas no meu ponto de vista, esta reportagem, ou foi mal feita, ou foi tendenciosa.
Tecnicamente, tudo o que foi dito está correto, mas incompleto. A atleta Flavia Fernandes chegou a comentar, mas não ficou claro/enfatizado que os atletas, amadores ou não, estão preparados para aquilo e treinam para minimizarem os impactos fisiológicos das mudanças de transição.

Atletas (não só os tri) são pessoas obstinadas, que querem superar suas marcas, vencer competições. Vez ou outra, eles superam seus limites e colhem as flores ou dores de sua superação:

Flores: recordes, medalhas, histórias que viram lendas de superação, confiança (na sua capacidade, no seu treino, no seu técnico, nas suas escolhas, etc)

Dores: lesões, “quebras”, desistências, etc;

Com o tempo, o atleta passa a se conhecer e a identificar esta “zona do perigo”, e passa a determinar os momentos chave para adentrar por estas zonas, normalmente assumindo riscos calculados e gradativos.

Falando do Triathlon, juntar 3 modalidades, as vezes em distâncias enormes como um Iron, aumenta a dificuldade da coisa, mas não invalida o que está escrito acima. Nem para um amador máster pró, nem para um amador pangaré como eu. Você se prepara, conhece a “zona do perigo”, faz escolhas, assume riscos. Normalmente é assim.

Notou alguma semelhança com outras coisas da vida? Trabalho, ou qualquer outro sonho/desejo/objetivo?

A moça que desmaiou na competição, na imagem mostrada pela Globo, podia ter nadado/pedalado mais forte do que seu normal; podia ser uma novata em transições; ou podia ter se alimentado ou dormido mal naquele dia; podia estar com a resistência baixa/doente; ou várias destas coisas ao mesmo tempo. Teríamos que perguntar para ela.

Vá fazer triathlon, é bom demais. Coloque a cara na água, a bunda no selim, o pé na estrada.

Não é preciso muito, só treino, gostar do que faz e a dedicação do tamanho do seu objetivo.

Vc não vai desmaiar se treinar seu corpo, traçar metas gradativas e dosar na intensidade. Pelo menos até ficar bom(a) o suficiente para poder “socar a bota” e contar, orgulhoso(a) e pomposo(a), que baixou o espírito do The Flash, aí a alma foi, mas o corpo ficou na transição*.

PS: * o que seria uma história e tanto... mas abafa... Senão batem o carimbo “louca” na minha testa, e todo o meu esforço para escrever as palavras belas e sérias deste post vão por água abaixo – rsrsrs.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

INTERNET

"Errar é humano, mas para fazer uma monstruosa cagada é necessário um computador"
Foto by Seth Casteel

Ouvi dizerem
"Tem muito lixo na Internet"
Aí doeu....
Que culpa tenho eu...
São só palavras e memórias
Tolas histórias
Mobilete, Chiclete, Janete
Nada rima com a porra da internet

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PROVA EM PIRACICABA E OUTRAS COISAS

Venho matutando, matutando, recortando antigas idéias, colando aqui e acolá. Confesso que tenho feito isto desde Penha. Confesso que senti uma certa amargura, nada demais, mas meio difícil de calcular. Eu sou teimosa e fiquei com isto meio engasgado. Festejei numa seqüência de provas, espécie de ritual de descarrego, minha resposta àquele bonequinho IM, meu “tô nem aí” + dedo do meio. Depois sosseguei e resolvi , ainda em 2011, treinar sério para o Internacional.

Mas eu matutei, matutei, matutei... e coloquei as coisas no lugar (tentei). As decisões precisavam ser tomadas...

A principal delas foi a de que eu tenho que continuar treinando. Treinar, este é o caminho. Só este.

Decidi montar minhas planilhas sem ajuda de um treinador. Não acho que um treinador seja desnecessário, muito pelo contrário, agora eu vejo o trabalho que eu dei para o Brito e o Vavá, com esta minha “metamorfose ambulante”, que no mesmo mês quer fazer prova curta, prova longa, etc. Mas agora faz parte do meu aprendizado cuidar do meu planejamento (o que me leva ao ponto seguinte).

Quais provas fazer? Tenho pensado que a questão não é mais ou menos provas, a questão é “qual prova e porque”. Então, fiz criteriosamente minha programação para o primeiro semestre. Decidi não fazer o Internacional . Fiquei mil vezes tentada a fazer outro Meio... mas isso não ajuda meu objetivo principal para 2012: fazer uma boa prova longa. Contraditório não... (rs). Em 2012, eu vou atrás de base, experiência... fazer outro meio agora já seria apenas completar mais uma prova.

Outra resposta que ainda preciso elaborar: por que não um treino muito louco, ao invés de uma prova?

Neste início de ano tem sido conciliar treinos com uma fase peculiar da minha vida profissional (muito trabalho). Mas tenho conseguido, entre mortos e feridos. Porém, pressinto que esta é a única coisa que pode me atrapalhar.

Pois bem, a vida transcorre normalmente desde então, e no último domingo fui fazer um short Piracicaba. Por que? Porque adoro esta prova, como já descrevi em outra ocasião. Esta eu fiz por prazer e diversão mesmo (e porque não atrapalhava os treinos). Faz parte, quero continuar me divertindo (desde que não atrapalhe os treinos). Estou ficando meio esquizofrênica não – rsrsrs!!! Ainda está difícil equilibrar razão e coração.

A prova foi ótima, o clima colaborou: fresco, não choveu forte. Fui para fazer força, fui pronta para não ceder com facilidade. Não estava com os treinos de velocidade em dia, mas era isso: agradecer por estar lá e fazer força.

Afoguei um pouco na natação, mas me senti mais forte na bike (subidas) e consegui encaixar o ritmo na corrida. Não sei o tempo, fiz questão de ir sem relógio, mas acho que foi bom, quero ver na internet.

Curti tudo, a organização (estas provas do interior são ótimas opções para fugir do circuito Santos) e o percurso, que apesar de ser short, tem subidas na bike e na corrida.

Agora é isto, paciência e amor para aprender com o tempo, com cada treino, com cada prova!

PS: neste meu mundinho, nem me dei conta de que ia rolar o IM 70.3 Panamá (uma prova que eu me cocei muito para fazer) e mais, de que o Lance ia participar. Fiquei super feliz com o resultado, o cara é uma lenda... mas depois me cocei mais um pouquinho... será que ele dopa? ? ?