WORK HARD AND PLAY HARD

sábado, 21 de maio de 2011

TRI & MASSA

Triathlon & Massa (tv de massa, música de massa, jantar de massas, e etc)

de tudo um pouco
O tempo passa, voa, e a rotina trabalho/esporte/social continua numa boa...
É... quase... a rotina está pesada, um típico se vira nos 30.
Eu, que estou super acostumada a fazer mil coisas ao mesmo tempo... tô arreando as rodinhas. Ô loco meu!
Escrever no blog está sendo prioridade nº 100... (não que eu achei isso legal, mas no momento não estou podendo prometer o que não irei cumprir).
Por estes dias, até em show de rock eu fui, coisa que não faço ha um bom tempo. Na ocasião, fui dormir 1h30, alta madrugada.
OBS: Putza show, que minha família setentista não me ouça falar isto.... sou grunge/metal até morrer - rsrsrsrs. Mas e os sambas/forrós e pop que tenho ouvido nestes últimos 15 anos...??? abafa!!!
Enfim, minha vida está um fast food de massa do shopping: 10 ingredientes diversos que não combinam entre si... camarão com palmito com molho branco com ervilhas com manjericão... o sabor pode não ser lá essas coisas, só que onde mais você poderia usufruir tal iguaria?


flores e dores!
Voltei a fazer volumes mais altos nos treinos.
Primeira semana, impressão: delícia, acho que me acostumei com isto, Penha aí vou eu..."Issaaaa, saúde é o que interessa, o resto não tem pressa, yeah yeah, IIIIIIIIISSAAAAA!!!".
Segunda semana: legal, tá bom... vamos lá, rotina, regularidade, vida normal.
Terceira semana: ai meu Jesuisim Cristim, já me achou aqui de novo, larga deu homi! Fiz um pedal um dia desses e passei 10km dos 100 que tinha que pedalar, pasmei em cima da bike, perdi a noção do tempo e do espaço. Não recuperei durante a semana, me arrastei, fiz treinos que não renderam.




Aguardem cenas do próximo capítulo!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O QUARTO RABINO, O POETA

"Os quatro rabinos
Uma noite quatro rabinos receberam a visita de um anjo que os acordou e os levou para a Sétima Abóbada do Sétimo Céu. Ali eles contemplaram a sagrada Roda de Ezequiel.
Em algum ponto da descida do Pardes, Paraíso, para a Terra, um rabino, depois de ver tanto esplendor, enlouqueceu e passou a perambular espumando de raiva até o final de seus dias. O segundo rabino teve uma atitude extremamente cínica. “Ah, eu só sonhei com a Roda de Ezequiel, só isso. Nada aconteceu de verdade”. O terceiro rabino falava incessantemente do que havia visto, demonstrando sua total obsessão. Ele pregava e não parava de falar do projeto da Roda e no que tudo aquilo significava... e dessa forma ele se perdeu e traiu sua fé. O quarto rabino, que era poeta, pegou um papel e uma flauta, sentou-se junto à janela e começou a compor uma canção depois da outra elogiando a pomba do anoitecer, sua filha no berço e todas as estrelas do céu. E daí em diante ele passou a viver melhor."

Não sou religiosa, não tenho idéia de onde fica o Sétimo Céu, se eram os deuses astronautas...
Ao ler esta história, minha cabeça fez uma associação imediata com o triathlon. Ok, não foi tão imediata, a associação veio quando cheguei na descrição do terceiro rabino. Não vou criticá-lo, pois, em algum momento, alguns mais outros menos, eu fiz e faço às vezes dele. Mas me chama atenção a atitude do quarto. Se superar nossos limites nos dá a sensação de que chegamos perto do divino, se o esporte nos dá disposição e felicidade para o cotidiano e nos faz encará-lo com mais determinação, então o esporte nos faz viver melhor...



Gostei desta história. O ponto não é se vc fica 10hs ou 30 min em cima da bike, e sim que tipo de atitude tomamos em relação ao esporte. O encaramos como meio para viver melhor? Perdemos o fio da meada tratando-o como obsessão? O tratamos com cinismo, dando menos importância do que realmente tem? Enlouquecemos? Quero me aproximar do quarto rabino, o poeta.

domingo, 17 de abril de 2011

DUAS PROVAS

Neste momento, escrevo do meu sofá enquanto meu ilustríssimo esposo relaxa de cueca no chão da sala, ainda sem ter tomado banho, ao som de Enya (direto do mundo dos elfos). E há quem ache que ele é um ogro – hahahahaha. Bom, voltando do mundo dos elfos, retomo minha empreitada bloguística para fazer 2 race reports. Começando de trás para frente, com a prova de hoje. CAMPEONATO PAULISTA DE DUATHLON – S.B.C Eu tinha uma única certeza, a de que ia doer, porque sim, é pior que triathlon. Mas já diz o ditado: quem conhece não se assusta, quem não conhece, não sabe o que é. Fui disposta a fazer muita força. Um dos aprendizados já está ai: sei que não sou a atleta mais experiente do mundo, mas tb não sou mais novata. Quando me concentro corretamente e me disponho a fazer força, eu consigo. Meus “e se” são as minhas próprias limitações. Físicas e pscicológicas. (Não que isso tenha a ver: neste momento o Glau está roncando.... ai meu Deus, tomara que não esteja sonhando com nenhuma elfa.) Voltando ao início da prova. O local da prova era quinze minutos da minha casa, em São Bernardo, mas eu consegui chegar em cima da hora. Não gosto quando isto acontece, fico meio atrapalhada e ansiosa. Como a transição é super simples, deu tudo certo. Largada, todo mundo correndo a milhão. Eu lá, no limite. Não sei das parciais, porque não tinha marcação de KM. Só sei que fomos forte, eu e mais 3 meninas da minha categoria, juntas. Transição super rápida, deixei as três mas elas me pegaram rápido, com pouco mais de 1km de pedal. Pensei: é minha chance de pedalar na roda delas (valia vácuo), não vou perdê-las nem ferrando. De novo, fiz força. Era um circuito de 5 voltas e as meninas abriam nas retomadas... eu tinha que “ralar” pra não deixar abrir. Uma delas abriu e ficamos em 3. Na quarta volta, numa das curvas, um cara tentou entrar na minha frente para pedalar com a gente... eu mandei a bike pra cima dele, não deixei não... quer vir venha atrás mala... hahahahaha... na verdade eu nem pensei direito, eu só mentalizei “não vou perder esta roda, não vou perder esta roda” (nossa, que pornô!!!). Pronto, acabou: 20 km passam muito rápido, é verdade. Transição encaixada, bora correr mais um tiquim... 2,5km. Deixamos uma das meninas para trás, agora éramos duas. No finzinho, faltando pouco menos de 1km, ela apertou mas eu não consegui reagir, mas não porque estava quebrada, porque estava forte e não dava mais. Fiquei em 4ª da categoria e feliz porque consegui fazer meu melhor. Vale comentar: que troféu mequetrefe... de plástico. É Campeonato Paulista, deviam ter caprichado. Depois ficamos lá confraternizando, as meninas da minha categoria são super gente fina, a Claudia mas as outras que não lembrarei o nome. Esta parte foi legal. Agora, perguntas mil: tudo bem, a natação é meu pior esporte, mas será que falta eu sair com mais raça para nadar. Minha bike melhorou muito, mas ainda não é suficiente, vamos continuar investindo... REBOBINA... 2 SEMANAS ANTES... GPI EXTREME TRIATHLON Prova em São Carlos, interior de SP. 1000 natação + 100 km pedal + 10 km corrida Encarei esta prova como um treino para o Meio Iron que quero fazer em Agosto. O objetivo era correr bem depois de um pedal longo, porque, entre nós, minha corrida em Pirassununga foi um fiasco. Tudo bem, correr 10 é bem diferente de correr 21... mas já é um treino. A natação foi o de sempre, sai por último mas ok, neste início de ano foquei meus treinos no pedal, confesso que nadei pouco. O pedal. O que posso dizer... Jesus Crimes! Não tinha 100km fechado, mas os km que tinham valeram por 150! Só subia, depois só descia. Já começamos subindo, uma super inclinada. Mas depois era uma espécie de “falso plano”, sei lá... eu olhava o Cateye e olhava o pneu, mas ele não estava furado... ai eu olhava o cateye e olhava a corrente, mas não estava enferrujada. Até eu entender o que estava acontecendo e aceitar que seria daquele jeito mesmo, demorou. Enfim, dava para dar uma descansadinha nas descidas, comer, etc. Na última volta eu fiz biquinho, quis dar uma choradinha na subida da capela, mas segurei a onda e engoli o nó da garganta... A corrida foi ótima, tinha subida tb, mas eu consegui cumprir meu objetivo e corri bem, soltinha, me sentindo A VELOCISTA. Se bem que eu tenho uma teoria: depois de um pedal longo, tudo que se quer é dar uma corridinha, por isso no começo vai que vai. Será que estou certa... Terminei a prova e não tinha mais Red Bull pra tomar, fiquei muito brava! Depois fiquei feliz de novo e “simbora” pra SP de novo (nossa, achei São Carlos longe). Na semana seguinte fiquei quebrada, fui pedalar na quarta e não conseguia olhar pro lado, só para frente, o pescoço doía que só vendo. Mas até que recuperei bem, não fiquei gripada (apesar da resistência ter abaixado um pouquinho) e na semana passada já estava treinando bem. Foi isso!!!!!!

terça-feira, 15 de março de 2011

CORPO



"O corpo não é uma máquina como nos faz crer a ciência. Nem uma culpa como nos faz crer a religião. O corpo é uma festa." Eduardo Galeano

D E I X A A F E S T A R O L A R ! !

traz as guitarras, as bike´s e o whey protein

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

INTERNACIONAL DE SANTOS 2011

P R O V A

Internacional Santos
Meu segundo Internacional da Vida!
Prova que eu fiz pela primeira vez no ano passado, achando que era o máááááximo do desafio da distância fazer um olímpico.

P R E P A R A Ç Ã O
Voltando de Pira + Férias; + Musculação séria (sem faltar, comprometida) = pesada na corrida, mais força nas outras modalidades. Saldo nadarpedalarcorrer positivo. Gostando de treinar, da planilha, do cheiro de cloro no corpo.
Treinando a mente para correr e sempre dar aquela “puxadinha” a mais, para ver se saímos eu e meu corpitcho desta lama;
Muitos treinos de natação na represa, uns 5 (fato inédito no meu treinamento);
Emagrecendo novamente, mas a alimentação ainda não está redonda: muita preguiça de ir ao mercado. Faz diferença quando a fome bate e não temos nada decente por perto. Só whey salva!
Zero ansiedade para esta prova, muito diferente do ano passado, de Pira. Será evolução... será relaxo?

D I A A N T E S
Dormi até tarde, almocei com minha mãe e fui cuidar da beleza. Rumo a Santos, fomos buscar o kit játarde. O calor e clima abafado já sinalizavam o que viria. Fomos para o tradicional lanche num lugar que eu e o Glau adoramos. Cheguei em casa e lembrei: hum... esqueci de validar o chip!!! Caraca, reclamei a vida toda que não tinha chip e quando tem, esqueci de validar!!! O Glau já começou e encenar o Núbio “Eh Carolina, a gente te conhece! Cada prova vc arruma uma diferente... é touquinha que rasga, é plaquinha de bike que não vem no kit... agora o chipzinho!!!”. Ah seu Núbio, desta vez a cagada foi minha. Sorrrryyyy!!! Não abalou, fui dormir tranquilona.


D I A
O professor descobriu que o problema do chip não era um problema: a validação serve para conferir nome e categoria. Se estiver errado e eu chegasse em primeiro.... mas não seria o caso, então, borá largar.
Tudo conforme esperado, calor, decidi não ir de roupa de borracha: aqueles segundos a mais não funcionam para mim (na verdade eu precisava de algo que me desse uns minutos a mais). O inesperado: eu nadei bem. Meu tempo foi o melhor nos 1.500 (será que tinha?). Saí com as últimas, mas sai com elas, e não fui A última. Feliz! Muito feliz.
Fui com um plano: fazer força na bike. Tinha chego a hora e eu fiz. Só que quebrei faltando pouco menos de 10 km. Nossa, a volta pela Conselheiro Nebias parecia que tinha alguém segurando o guidão da bike. Mas foi bom!!! Muito pelotão hein, aff, eu lá com a cara no vento, mais uma 2 caboclas meio perto (mas não no vácuo), vem a mulher na motinho “Vcs não querem levar cartão agora no final, neah?”. Resposta: Eu não quero levar, a Sra quer dar? Abafa! Fiquei quieta porque era meu dia de felicidade, não de fúria.
Corrida: perfeita, no sentido que consegui me concentrar e sobreviver. Sabia que não faria meu melhor tempo, porque os treinos já me diziam isto com todas as letras. Mas queria saber até onde agüentaria fazendo força. O prof disse: “segura os 2 primeiros km”. Eu desobedeci, sai rasgando. Quebrei no 6. Tá bom! Não tinha água nos primeiros 6km, o calor estava infernal e eu lá, segurando pra 5,15.... depois desmoronei. Pé encheu de bolha, comecei a jogar água na cabeça, tomei Gatorade... o ritmo caiu bem. Mas ok, não sofri demais, não resmunguei, não busquei refúgios... só corri o mais forte que consegui.


T R I A T H L O N E S T R A G A
Tínhamos deixado o carro um pouco afastado, numa das avenidas com “canal” e fomos para o local da prova pedalando. Na fim da prova, voltamos tranquilões, eu e o Glau, empurrando as magrelas. Chegando na primeira destas avenidas com canal, o Glau olhou e disse: “não é esta, estacionamos na guia do canal, e aqui só dá pra estacionar na guia dos prédios”. Eu olhei e confirmei: “Vc tem razão! Vamos em frente”. E andamos mais uns 4 quarteirões, até o canal seguinte. Olhamos e vimos a mesma cena, os carros estacionados na guia dos prédios, e não do riozinho. Pronto! O Tico e Teco começaram a brigar feio. 2 descerebrados tentando entender o que aconteceu com o carro!!! Tivemos a sábia idéia de voltar, mas não pela beira-mar e sim pela rua do meio. E não a pé e SIM SIM, pedalando!!! O Glau num raro ataque de cavalheirismo, carregou as coisas dele e as minhas, parecendo aqueles ambulantes que carregam milho verde na panela de pressão. Achamos o carro, mas levamos uns 30 min nessa brincadeira, até na padoca a gente parou para comprar água e Gatorade. Quando chegamos no carro, jogamos tudo no chão, encostamos a bike, e sentamos na mureta, bebendo... Acho que foi uma tempo que demos para o cérebro voltar a funcionar. Triathlon é bom, mas estraga!
PS: no primeiro quarteirão, não se estaciona na guia do canal. A partir do segundo sim! Ah... Santos, sua engraçadinha!!!!!


E N F I M S Ó S
Adrenada, não conseguia dormir. O Glau estava moído. Deitamos e eu tagarelando. Mas ele se animou e ficamos falando da prova um tempão, ele contou que ficou no pelotão, que tomou cartão amarelo, que tinha uma menina fanha com eles, que ficava “esquerda, esquerda (fanha)”. Zuei ele, que quebrou na corrida e quase corremos para o mesmo tempo, ele disse que nunca mais faz prova sem treinar, que foi um sofrimento, etc. Pegamos no sono (por volta das 16hs). Acordamos já escuro. Eu com uma vontade de ir no Mac... quando olhamos 11h30 da noite!!! Meu, dormimos até 11h30. E agora? ? ? ? Levantamos, comemos e dormimos de novo!

D I A S E G U I N T E
Não estou quebrada, estou com dor no ombro e nas costas (muscular). Estou felizona, querendo treinar mais e competir mais. Encerro este relato assim, sem muitas conclusões, porque preciso ir dormir cedo (porque eu não dormi ontem – rs), amanhã tem piscina as 6 da matina.
bjs

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

IMAGENS MENTAIS

Uma das estratégias que uso para me ajudar na concentração e motivação são as imagens mentais. Não é uma filosofia, um mantra, etc. É só uma imagem que te remete a alguma coisa (filosófica, etc... porém o código é uma imagem).
Elas são como oásis para onde minha mente vai em momentos de dor, dúvida, ou quando quero uma motivação, um lembrete agradável do que sou ou quero ser.
Ultimamente tenho recorrido a estas imagens pois estou me esforçando para treinar com mais qualidade, sem distrações (o tempo está curto, a vida está dura). Tem sido bom.
Eu tenho várias, mas as mais utilizadas são estas.

MÚSCULOS E NERVOS
Penso que meu corpo é mais forte do que eu imagino, e visualizo-o como uma máquina, gerando força mas trabalhando suave, no automático, quase que involuntariamente. Esta imagem requer uma boa dose de concentração (porque não vale se eu não estiver fazendo muita força). As vezes, chego a ver os músculos mesmo, no maior estilo aula de anatomia.


ITU
No início da minha carreira (ah vai??!!) de atleta amadora assistia muito os vídeos da ITU, e acabei marcando forte algumas cenas. É uma ótima fonte de inspiração, principalmente quando estou em busca da mecânica perfeita. A estética destas provas é linda. A largada, a transição relâmpago no tapetão azul, a forma física dos atletas. E a corrida? Ritmo forte, mecânica encaixada, sprint final. Lindo. Várias vezes, quando estou correndo forte, imagino que estou correndo como elas. Ou só o tapetão azul sob meus pés.


CRISSIE WELLINGTON
Minha referência quando sei que preciso de uma atitude POSITIVA, de confiança no meu TREINAMENTO, quando preciso SORRIR. Quando preciso me lembrar que não preciso fazer cara de má para ser a melhor do mundo (esta eu uso para meu trabalho também).

DIE ANOTHER DAY
Sabe o clipe da Madonna que ela apanha, luta esgrima com seu lado negro, é torturada e ainda diz “Eu acho que eu vou morrer outro dia, não é minha hora de partir”? Essa não precisa nem explicar, né?

sábado, 12 de fevereiro de 2011