IMPORTANTE!!!
Estou no endereço www.trimusicbaby.com... passa lá!
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
MEDO DA CHUVA
rolo e funcional em casa [medo do frio]
música boa [no fone de ouvido]
marido e baby dormindo [sem inveja]
missão cumprida [sem desculpas]
música boa [no fone de ouvido]
marido e baby dormindo [sem inveja]
missão cumprida [sem desculpas]
terça-feira, 17 de junho de 2014
BOLSA DE MULHER
Não sou
uma pessoa super organizada, pelo menos isto não é uma característica nata.
Consigo
ser em alguns aspectos da minha vida, no trabalho e no triathlon (1ª gestão -
antes do bebê), por exemplo, em outras eu me esforço e vou aos trancos, e em
muitas... sou a escória da organização.
A imagem
que ilustra este post me motivou a escrevê-lo. Minha bolsa é uma zona. A minha
e a de muitas mulheres, mas suspeito que a minha mais.
Nela, já habitou, habita ou habitará coisas como:
- Farelo de comida;
- Papel impresso com alguma informação antiga (endereço, comprovante de inscrição de prova, etc...);
- Alguma conta que eu tenho que pagar (solta, meio amassadinha);
- NF e papelzinho do redshop;
- Caixa de algum remédio, vitamina;
- O remédio, vitamina solto, fora da sua casinha/blister;
- Maçã meio velhinha, quase em vias de apodrecer (maçã é a fruta mais ninja e resistente do mundo - por isto a lenda do gnomo... lógico, põe um troço que azeda em 2 dias e vê se o gnomo vem comer!!!);
- Dinheiro e moedinhas fora da carteira;
- Um pendrive que tem minha vida toda nele, que toda vez que se perde no meio da zona toda, eu juro, ajoelho, choro e digo que se achar, farei um backup do conteúdo imediatamente (nunca faço);
- Carteira, embora os cartões de banco, convênio e outros documentos possam ser facilmente encontrados fora dela;
- 2 carregadores de celular: um que funciona, outro que não funciona;
- Fita do polar, com ou sem o respectivo relógio, depende;
- Recibo das consultas do Miguel, para pedir reembolso (soltas, meio amassadinhas);
- 2 panfletos com a tabela da Copa;
- Bananinhas de Paraibúna sem açúcar;
terça-feira, 3 de junho de 2014
TROFÉU BRASIL - 2ª ETAPA USP
RaceReport, nem imaginava que estaria escrevendo um.
No final da 1ª gestão (leia triathlon antes do baby), eu já não estava mais animada para escrever textos como este. Faltava aquele “tchans”, os últimos textos estavam ficando parecidos... como diz o grande poeta rei do camarote, não estava agregando valor ao blog, meus patrocinadores estavam descontentes (se eu tivesse algum, certamente estaria).
E hoje, olha eu aqui, animadíssima.
Uma ressalva importante: este texto não tem revisão, então desculpe se alguma coisa ficar fora da ordem aqui {uma mente criativa pode ser bem distraída}, se rolar um “nóis vai nóis fumo” ali. Desculpem também o excesso de reticências, de aspas, de parênteses e as carreirinhas de letras dando ênfase ao que quero enfatizar (desculpe meeeeeeeesmo).
Normalmente dou uma melhorada em tudo isto antes de postar, mas RaceReport não pode demorar, senão a gente perde a emoção do momento e fica aquela coisa racional.
Correndo o risco de ser bem piegas, posso dizer que esta prova foi especial. Motivo: me incentivou a continuar, depois de um mês apelidado de “Maio Negro”.
Cumprir a planilha de treinos? Para que? kkkk. Nem vou entrar em detalhes, todo mundo tem seus monstros, sem exceção. Mas meus dias foram muitocansativos mentalmente, não fisicamente. Muitos problemas para resolver, daqueles sem solução sabe? Treinei o que consegui.
Na semana anterior, pensei todos os dias em desistir. O diabo e anjo brigando o tempo todo. Meu lado coxinha ganhou... ficaria muito envergonhada em dar WO.
Descansar um dia antes? Fico pensando se isto voltará a ser uma realidade. Não que eu tenha feito grandes esforços, mas sábado é dia de passarinho (leia curtir e passar bastante tempo com o baby), de visitar os avós, de dar um tapa na beleza (leia cortar unha do pé.... ui... como diz o grande poeta Wander Wildner... “minha vontade é ser bonito, mas eu não consigo, eu sempre volto atrááááás”....kkkk).
Também nadei solto de manhã, aquele treininho só para dar confiança, já que nadei pouquíssimo neste período.
A logística pré-prova é louca, arrumar as minhas coisas com Migas “in da raussss” não é nada demais... só um pouco mais divertido (chances de esquecer algo triplicam). Ele tem que se distrair com algo, no caso foi minha gaveta de roupas de natação/treino.
O Glau também me ajudou bastante, deixando a bike e minhas coisas no carro. Acho que ele sempre será meu apoiador nº 1, não seria possível sem ele (toca uma Whitney Houston aí.... “AndAAAAiiiiAAAAAiii.....).
Pelo menos consegui deitar às 11hs e dormir, o Passarinho teve uma noite tranquila, acordei bem disposta.
Objetivo da prova: completar.
Era minha prova chave do semestre, mas amarelei. Na 1ª etapa, meu objetivo era fazer força e entender minha real situação, mas fiquei muito mal depois da prova, minha resistência baixou e nunca mais fui a mesma desde este dia: 1 virose e 2 gripes em 3 meses. No planejamento inicial, achei que estaria "nadando de braçada" nesta altura do ano. Não está sendo bem assim.
Por isto escolhi não forçar. Para minha surpresa, meu tempo foi o mesmo da 1ª etapa, muito parecido entre as modalidades. E não senti nem 1/3 do cansaço pós prova que senti em Santos. Fiquei feliz.
Feliz por não ter desistido, principalmente. Feliz por querer continuar treinando e participando.
Levei os treinos, até aqui, sem me preocupar com tempos, sem relógio, só me concentrando em encaixar uma rotina, retomar um nível mínimo de condicionamento e quebrar aquelas barreiras mentais que a gente cria quando fica muito tempo longe dos exercícios ("nossa, não consigo mais correr 10k!", por exemplo).
Agora já tenho uma referência e posso traçar metas mais audaciosas. O reloginho volta para o checklist dos treinos e provas.
A rotina ainda não está encaixada, está sendo o mais difícil, mas dará tudo certo.
Como diz meu novo treinador, vamos para cima.
E eu complemento, vamos para cima da vida! Chega de punhetação (a fina).
sexta-feira, 9 de maio de 2014
MAMÃE MAMÃE NÃO CHORE
Mamãe Coragem Caetano
Veloso e Torquato Neto
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo, eu fui embora
Mamãe, mamãe não chore
Eu nunca mais vou voltar por aí
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo, eu quero mesmo é isto aqui
Mamãe, mamãe não chore
Pegue uns panos pra lavar, leia um romance
Veja as contas do mercado,pague as prestações
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra os corações dos filhos
Seja feliz, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Eu quero, eu posso, eu quis, eu fiz
Mamãe, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Não chore nunca mais, não adianta
Eu tenho um beijo preso na garganta
Eu tenho um jeito de quem não se espanta
Braço de ouro vale 10 milhões
Eu tenho corações fora do peito
Mamãe,mamãe não chore, não tem jeito
Pegue uns panos pra lavar, leia um romance
Leia ''Elvira,a morta virgem'', ''O Grande Industrial''
Eu por aqui, vou indo muito bem
De vez em quando brinco Carnaval
E vou vivendo assim
Felicidade na cidade que eu plantei pra mim
E que não tem mais fim,não tem mais fim
Não tem mais fim.
Quando o passarinho tinha uns 4 meses, entrei num terrível astral, pensando como seria me separar dele. Não só porque teria que voltar a trabalhar dali a 2 meses, mas pensando em todas as outras separações que a vida nos trará. Então, em casa, ouvindo música, pintou esta e aiaiaiai... foi uma choradeira só.
Conheci esta música ainda adolescente, e de alguma forma ela sempre me tocou. Nesta época, porque sempre fui independente (não sei bem explicar), e acho que me sentia assim em relação à minha própria mãe. Mas achava triste.
Agora estou do outro lado, e, caraca... Não sei ao certo como lidar com este sentimento, não imagino minha vida sem o Miguel, nossa relação ainda é muito “física”.
Também não sei porque resolvi postar esta música, acho que é para lembrar das mães que não estão com seus filhos agora. As verdadeiras Mamães Coragem.
E acho que faltou completar a música: mamãe mamãe me espera, eu sei que vou voltar.
terça-feira, 6 de maio de 2014
SOM NA CAIXA, PÉ NA TÁBUA
Os sons estão sempre comigo, em todos os lugares.
Associar músicas com treinos é uma das coisas que mas gosto de fazer (mentira, gosto mesmo é do meu passarinho). Ela pode dar aquele gás durante uma sessão, pode fazer você "sair do corpo" e esquecer de tudo, o que é bom em alguns casos/treinos. Também pode atrapalhar, ou porque é ruim demais, como nas salas de musculação (eu acho), ou porque você saiu do corpo, por causa da música boa, e não está prestando atenção em nada do que está fazendo, na mecânica, no ritmo... nada.
Às vezes a letra lembra muito uma situação ou lifestyle esportivo e, independente do ritmo, pode dar àquela motivação que faltava (vide um dos primeiros posts que coloquei no blog... Eu Sambo Mesmo).
Associar músicas com treinos é uma das coisas que mas gosto de fazer (mentira, gosto mesmo é do meu passarinho). Ela pode dar aquele gás durante uma sessão, pode fazer você "sair do corpo" e esquecer de tudo, o que é bom em alguns casos/treinos. Também pode atrapalhar, ou porque é ruim demais, como nas salas de musculação (eu acho), ou porque você saiu do corpo, por causa da música boa, e não está prestando atenção em nada do que está fazendo, na mecânica, no ritmo... nada.
Às vezes a letra lembra muito uma situação ou lifestyle esportivo e, independente do ritmo, pode dar àquela motivação que faltava (vide um dos primeiros posts que coloquei no blog... Eu Sambo Mesmo).
Ouvir música imediatamente depois do treino é excelente. Com fone então, melhor. A endorfina muda a percepção, as levadas ficam mais rápidas e os ouvidos mais sensíveis aos detalhes. Sem falar no pulmão aberto, eu podemos soltar a voz com mais potência e afinação. Imaginou???? rsrsrs.
Durante a corrida, só uso o IPod quando o treino é leve, do contrário acho que desconcentra. Mesmo com todos os "apetrechos" necessários, é fone saindo do ouvido, vontade de mudar as músicas, aumenta/abaixa o volume. Mesmo sendo gostoso, para mim, acaba sendo um treino distraído.
No rolo, quando não estou vendo os DVDs de sempre - Hell on Wheels (aquele documentário sobre a equipe TMobile de ciclismo, não o seriado), Tour de France, IMs, etc, eu ligo os amplis* e mando ver.
*agora com Migas, ligar os amplis significa volume 45 no notebook.
Eu sempre tenho vontade de postar sobre o som que rolou no treino, imediatamente depois que ele acaba, mas aí a euforia passa, o cansaço chega... (sinal que estou aproveitando os treinos no rolo - ou de que eu estou podrinha mesmo).
Resolvi escrever este post para matar um pouquinho esta vontade.
Não é dica de melhor estilo musical, nem tem playlist montada, é só um monte de impressões e coisas que gosto juntas!
*agora com Migas, ligar os amplis significa volume 45 no notebook.
Eu sempre tenho vontade de postar sobre o som que rolou no treino, imediatamente depois que ele acaba, mas aí a euforia passa, o cansaço chega... (sinal que estou aproveitando os treinos no rolo - ou de que eu estou podrinha mesmo).
Resolvi escrever este post para matar um pouquinho esta vontade.
Não é dica de melhor estilo musical, nem tem playlist montada, é só um monte de impressões e coisas que gosto juntas!
Dividir tudo por gêneros me incomoda, música boa é música boa e pronto, mas acho que aqui cabe uma diferenciação.
Também vale comentar sobre meu background musical: nasci ouvindo rock, vou morrer ouvindo rock. Na faculdade aprendi a ouvir outras coisas com uma galera bicho grilo (MPB, basicamente). Com meu marido, além ouvir bastante MPB, aprendi a ouvir rap, forró (siiiiimmmmm, forró raiz, não Calcinha Preta) e samba (siiiiimmmmm, apesar de não ser muito minha praia, existem sambas muito bons... os tristes eu amo), e com Miga aprendi a ouvir a Galinha Pintadinha.
Não vou conseguir colocar todas as músicas que gosto, vou falar sobre algumas mais usuais e que estão mais frescas na memória.
Também vale comentar sobre meu background musical: nasci ouvindo rock, vou morrer ouvindo rock. Na faculdade aprendi a ouvir outras coisas com uma galera bicho grilo (MPB, basicamente). Com meu marido, além ouvir bastante MPB, aprendi a ouvir rap, forró (siiiiimmmmm, forró raiz, não Calcinha Preta) e samba (siiiiimmmmm, apesar de não ser muito minha praia, existem sambas muito bons... os tristes eu amo), e com Miga aprendi a ouvir a Galinha Pintadinha.
Não vou conseguir colocar todas as músicas que gosto, vou falar sobre algumas mais usuais e que estão mais frescas na memória.
Progressivos: são bons naquele quesito "sair do corpo", acho que pelas quebras de ritmo, e a longa duração das músicas. Exemplos: Test for Echo = Rush e Images and Words = Dream Theater.
Punk Rock: muito bom pra dar um gás. Exemplo: Loco Live = Ramones (enganada a mente, são cerca de 45 músicas, todas coladas umas nas outras, separadas por um louco gritando "one, two, tree, four").
Rap: este gênenro me traz excelentes lembranças, principalmente de quando eu treinava boxe. Para mim, lembra treino. Dr Dre é um clássico. Tem também Orishas e Cypress Hill. Este último traz um clima meio "trem-fantasma" para o ambiente, tipo "pedalando em desfiladeiros mal assombrados".
Sublime: se Cypress deixa tudo tenebroso, este deixa tudo mais alegre, um climinha Califórnia. Tem bastante quebra, é quase um progressivo, então é bom para ritmar os treinos.
Tem umas que me lembram IM (porque rolam no DVD): "What Else is There" - Royksop e "Say say say" - Yeah Yeah Yeahs. Sinceramente, são as únicas músicas destas bandas que conheço. Este Royksop não tenho a mínima idéia do que seja, se é deste planeta (com este nome!!!), mas amo esta música.
Tem umas que me lembram IM (porque rolam no DVD): "What Else is There" - Royksop e "Say say say" - Yeah Yeah Yeahs. Sinceramente, são as únicas músicas destas bandas que conheço. Este Royksop não tenho a mínima idéia do que seja, se é deste planeta (com este nome!!!), mas amo esta música.
Tenho escutado muito, no rolo, o AM, último disco do Arctic Monkeys.
Pop: sim, tem uns pop´s bons, embora tenha notado ausência deles ultimamente. (acho que já contei no blog, em um post sobre Imagens Mentais) Uma vez sai para correr na praia, um percurso de 14km, 7 ida + 7 volta. Quando virei para voltar, fiquei com vontade de fazer xixi e não queria parar. Começou a tocar Die Another Day da Madonna. Aí eu encanei que iria morrer outro dia, que não era minha hora de ir. Até hoje, quando a situação aperta e eu passo por algum perrengue em provas ou treinos, lembro ou coloco esta música. Outra que gosto é Telephone da Lady Gaga (também estou ocupada treinando, então pare de me telefonar nesta hora).
Aleatório - músicas que sempre coloco repeat, ou porque dá ritmo ou porque eu gosto, fico feliz e quero treinar mais: "Gimme Shelter" versão Hellacopters (chego a escutar 3 vezes quando ela "pinta"); "Pense e Dance" = Barão Vermelho; "Animate" = Rush (idem Hellacopters); "Suck my Kiss" = Red Hot; "Wake up Dead" = Megadeth; "Crazy Train" = Ozzy; "We can work it out" = versão acústico Paul; "Fórmula Mágica da Paz" = Racionais (esta dá para ir até a Bahia correndo, se colocar no repeat então...); "Jamming" = Bob Marley (depois que o Jon Jones entrou com ela, ficou mais legal ouvi-la); e vááárias outras (estas são as que lembrei assim sem pensar muito)
É isto!
Som na caixa e força na perna.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
NOVAMENTE TRI (MAS RETICENTE)
Ainda reticente sobre escrever um post contando meu retorno
ao tri...
Estou em processo de adaptação, e as mudanças não param.
Amanhã, pode não ser mais nada disso. O Miguel está cada
mês de um jeito (e suas mudanças vão influenciando minha maneira de viver e de treinar),
voltei ao trabalho ha pouco menos de 20 dias. A pergunta que não quer calar é “quando
será que realmente me adaptarei e criarei uma rotina para chamar de minha?”. Bem
reticente neste momento.
...
A vontade de treinar estava comigo desde a gravidez. Não
pude me exercitar neste período, então ficava sonhando com o dia em que faria
um triathlon novamente.
Não vou ser hipócrita, pensei muito em voltar a treinar
durante a gravidez.
Antes de ser linchada, explico que nestes sonhos meu filho
estava comigo. Desejos como vou levá-lo
nos treinos, ele vai nadar com o pai enquanto treino (depois trocamos), ele vai
para as provas comigo, vamos correr (o carrinho é apropriado), foram projetados
no astral.
Porém (quase sempre tem um porém), aprendi a controlar a
expectativa quando tive um descolamento na gravidez. Imaginava que seria aquela
grávida que corre e tal... hummmm... nãnãnã... nem sempre é como queremos.
Agora sei que só o
tempo dirá se meu bebê será um tri-baby, como eu tanto quero.
Meu parto foi normal, então com 20 dias estava liberada para
atividades leves. Estava um putza frio, eu não tinha quem olhasse o Miguel, e
ele era um caboclinho mamador, quase de hora em hora queria peito. Solução? Fiz
tudo dentro de casa. Pulei corda, descolei pesinhos, “me auto montei” uma série
de exercícios funcionais.
Antes de ser linchada: fiz tudo com muita parcimônia, comecei
com 20 minutinhos e não ultrapassei os 30 nesta fase inicial. Aos poucos fui
indo, coloquei o rolo/bike na sala e comecei a pedalar os mesmos 20/30 minutos.
Quando o tempo melhorou (ficar doente não é uma opção quando se tem um bebê),
fui correr na rua. Aí o bicho pegou, os kgs extras que engordei pesaram
literalmente.
Fui indo, aumentando
o tempo de treino para 40 minutos.
Mas faltava. Faltava nadar. Faltava fazer um TRI. Desculpem
os corredores, ciclistas e nadadores, mas quem já fez sabe que não é a mesma
coisa. Você nada, mas falta pedalar. Você pedala, mas falta correr. Se você corre mas não nadou nem pedalou.. faltaram 2 coisas.
Matutadora que sou, comecei a matutar como eu faria para
fazer este tri. O processo criativo foi mais ou menos assim:
- Treinos nas manhãs (madrugadas), enquanto Miguel dorme e Glau está em casa, para qualquer emergência = ok, possível.
- Apoio do marido para eventuais treinos noturnos ou “esticadas” no fds = ok, apoio captado.
- Nutricionista e dieta (considerando que ainda amamento) para não judiar dos joelhinhos carregando peso extra = ok, possível.
- Pensar em provas para garantir a motivação = ok, adoro!!
- Montar rotina de treino, pensando em base para perder peso e ganhar condicionamento, com mais corrida e ciclismo, menos natação (logística mais difícil para nadar), porém com treinos eficientes na piscina, musculação porque perdi muita massa (e fortalecer joelho tb) = hummm começou a complicar, meus conhecimentos para montar esta rotina não são suficientes. Tempo para estudar e adquirir estes conhecimentos.... esquece! Preciso de ajuda....
Foi quando resolvi voltar a treinar com uma assessoria. Isto
significa: sem preocupação em montar o treino, certeza de que você está fazendo o melhor treino, pessoas ao redor para comparar e
motivar, mais estrutura e conforto nas provas.
Como comentei no início do post, estabeleci algo parecido com uma mini rotina, mas é preciso
jogo de cintura e alternativas. Não é fácil, mas é possível. O condicionamento
também custa a vir, mas está chegando aos poucos.
O maior ganho que tive, nestes meses em que estou tentando
ganhar consistência nesta rotina triatlética.... é justamente este: tentar ganhar consistência na rotina
triatlética. É estar no meio da “confusão”, treinando, bem ou mal. Se não da melhor forma,
paciência, mas treinando.
Nas minhas aspirações, chegará o dia em que tudo se
encaixará melhor. Então eu terei esta vantagem, a de já estar no meio do
burburinho, seguindo neste caminho que tanto amo.
sábado, 11 de janeiro de 2014
2014 PRÓLOGO
Contemplando, curtindo e compartilhando. Vendo a banda
passar. Assistindo à missa.
Hum... nada disso funcionará em 2014.
Como ser rápida e eficaz?
Eficaz ou eficiente?
Organização e foco. Tempo e meta.
Confesso: entro nesta cansada, por isto desejo conhecimento
e alívio.
Eu que me vanglorio de ver beleza na dor, confesso: vai ser
doloroso e divertido. Belo.
Embarco em 2014 querendo alcançar com braço e mão o próximo
e o próximo e o próximo... Planejando. Agindo. Tudo organizado e rapidinho.
Espero que quando minha vez chegar, ninguém diga: “acabou”.
Espero um tanto mais de amor.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
3 MESES COM MEU PASSARINHO
Os meses voaram junto com meu passarinho, e ele não é mais
aquele bebe conchinha, que se encorujava todo no meu peito. Nada é calmaria, tudo
continua transbordando, meu amor e apego por ele... e ele pra fora da almofada
de amamentação, que está ficando pequena muito rápido. Tudo continua mudando....
Retrospectiva Miguelzinho: Que belo novo dia!!
cheguei com um presente
- Já dorme direto, não todos os dias, é verdade, mas já teve boas noites de sono (contribuindo para beleza e sanidade da mamãe).
- · Dorme bem de forma geral, mas existem alguns sinais de que talvez ele seja da noite (dorme mais gostoso e profundo de manhã e não “capota” antes das 10hs).
- · Gira 360º durante a noite, enquanto dorme.
- · Que belo novo dia!! Acorda muito feliz e risonho. Puxou o pai nisto.
- · Desde de novinho, não gosta de jeito nenhum que o carreguem como bebe, deitadinho. Quer ficar ou olhando sobre o ombro de quem o carrega, ou na sua posição favorita, sentadinho olhando para frente.
- · Nesta posição ele se esbalda fazendo gracinhas para as pessoas, mexendo as perninhas e os bracinhos.
c passarinho abriu os olhinhos
- · Já deu sua primeira gargalhada, com o papai, num dia em que eu não estava em casa. Apesar do tiquim de ciúme, gostei muito da cumplicidade dos dois (assunto que renderá mais um post).
- · Outro que consegue arrancar gargalhadas do mini-cara é o vovô.
- · Ainda tem seu bigodinho e continua peludinho. A médica falou que vai cair mais ainda não caiu.
quero ver você voando, quero ouvir você cantando
- · O cabelo caiu bastante na parte da frente, está com corte Arnaldo Antunes.
- · Já gosta de tomar banho – ufa!
- · É muito curioso, gosta de olhar para a TV, as luzes e o som o atraem. Mamãe ouve de todos: nossa, vai ser noveleiro igual o pai.
passarinho, mas moderno
- · Faz sempre uma manha quando coloco no bebe conforto, no carro. Faz forcinha com pescoço para levantar. Chora tb quando carro para no trânsito, parando assim que voltamos a andar.
- · Tudo tem limite. Curte as coisas naturebas da mãe, como shantala, banho de balde e sling, mas médio. Tem dia que manda um “sai pra lá com isto e me deixa em paz”.
colagem de passarinho´s mil
Retrospectiva Carol : Como se não houvesse amanhã!
- · A insegurança de sair de casa durou 1 mês só. Agora, saracuteio para cima e para baixo com meu pequeno a tira colo.
- · Não tenho a menor cerimônia e preocupação na hora do mamar. Procuro um lugar confortável e faço meu filho feliz, sem me importar com o que as pessoas acham.
- · Estou me achando muito mulambenta, a louca do sutiã de fora.
carol vê estrelas
- · O ciúmes do pequeno está diminuindo. É.... mesmo não demonstrando (acho que não.... kkkk) e trabalhando isto desde o 1º segundo de vida do Miguel, queria meu pequeno embaixo da MINHA asa foreverrrrrrr.... (mamy poderosa????? tô fora!!!! trabalhando isto TODOS os dias e segundos).
- · A preocupação com o futuro tb está passando aos poucos. Estou aprendendo a amar o Migas como se não houvesse amanhã.
- · Apesar de todo o zelo e de fazer questão de cuidar de tudo o que é dele, as vezes descuido de algumas coisas. Exemplo: um dia me dei conta de que o suvaquinho dele estava cheio de uma espécie de lãnzinha... ou seja, sujeira mesmo (as dobrinhas desta região e do pescocinho requerem atenção especial).
mamãe e passarinho 1 dia de vida: cara dum...
- · Parei um pouco de tirar fotos. Um pouco.
- · As coisas com o Glau estão voltando ao normal, mas ainda estou morrendo de saudades dele (do que tínhamos antes do Miguel – isto renderá um post futuro tb).
- Voltei a fazer exercício desde o 20º dia do Miguel, mas agora já me sinto um pouco mais segura para correr, fazer as coisas com um pouco mais de vigor (tb renderá outro post).
quebrando o gelo
PS: e tantas outras coisas nós fizemos e descobrimos.... mas
eu tinha que terminar este post antes dele completar 4 meses.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
MEU PASSARINHO NASCEU!
(BIRTH REPORT - 2 meses depois.... demorou mas este
post saiu)
Miguel, meu passarinho. Nasceu e foi mais ou menos assim...
Eu estava esperando por ele, e ele veio no dia em que quis:
13 de agosto de 2013.
A previsão era dia 20. Eu achava que nasceria no dia 15,
após a virada da lua. Ouvi uma explicação racional para o fenômeno e coloquei
minha certeza na nossa linda e poética lua. Não que eu seja 100% racional, ninguém
é, principalmente no quesito maternidade. Mas a minha ansiedade em saber o dia
exato do nascimento foi enorme. Igual criança em viagem querendo saber a que
horas/minuto/segundo chegará ao destino final. Eu seria capaz de apelar para
gurus, revistinha do João Bidu, biscoitinho da sorte do China in Box... qualquer
coisa. Se promovessem um encontro com Dalai Lama, eu deixaria de lado as
questões da alma e perguntaria “que dia meu bebê nasce???”. Fiquei com a
questão martelando na mente 8 dias por semana , fingindo que levava uma vida
normal.
Trabalhei até dia 09 de agosto e, nos meus planos, teria até
dia 14/15 para descansar e ajustar os últimos detalhes (ainda faltavam algumas
coisas).
No sábado 10 de agosto, tive um leve sangramento. Sabia que era normal, liguei para o médico e
ele me disse para ficar atenta, mas que não era um sinal de parto imediato (o
sangramento pode acontecer até 7 dias antes do parto). No sábado ainda, comecei
a sentir cólicas, pareciam intestinais e logo as atribuí ao sushi que comi no
jantar do dia anterior (sim, consumi peixe cru durante a gravidez).
No domingo 11/ago, dia dos pais, o almoço foi em casa, eu já
não estava muito disposta para me locomover ou ir a restaurantes. Continuava
com a cólica, mas desta vez percebi que tinha um pico de dor, a cada 1 hora, 40
minutos, e que ela ficava intensa e passava rapidamente. Desconfiei, fui para o
hospital no final da tarde – sem dilatação.... o bebê não ia nascer. O médico
me disse que eram as tais contrações falsas.
A segunda 12/ago.
Fazendo uma analogia ao triathlon, foi o início de uma prova
longa. Imagine largar, mas sem saber exatamente se está valendo, se a prova
começou. Passei a manhã toda no sofá, com a tal da cólica. Não liguei para
ninguém até que tive uma leve diarréia perto da hora do almoço.
- “Dr Dutraaaaaa.....”.
- Bom, diarréia não é normal, ainda mais se vc comeu algo
que desconfia ter feito mal. Provavelmente está com algum desconforto
intestinal. Acompanhe o horário das dores e o sangramento – disse o Dr.
Espero mais um pouco, ainda com dores (ficando mais intensas,
ainda a cada 40 min/ 1 hora).
- “Libanoooooooo.....” (terapeuta alternativo com quem me
consulto, faz do in, acupuntura, entre outros trabalhos de orientação maravilhosos...
fiz um trabalho com ele bem bacana durante a gravidez).
- Agüenta, se não agüentar, venha aqui mais tarde.
O Glau chegou. Eu queria segurar a onda, ficar forte. Se
fosse cólica intestinal, não poderia tomar nada, além do que não queria ir
novamente para a maternidade e ser “alarme falso”. Mas as dores começaram a ficar mais fortes e
mais freqüentes.
10 horas da noite, fomos para a clínica do Líbano. Aperta
aqui, aperta ali..... já era meia noite passada... só a dor não passava.
- Não é intestino, seu bebê vai nascer. Você deve escolher
entre ir para o hospital agora, ou esperar amanhecer e ir cedinho....
Não sei bem o motivo, não me lembro, mas escolhi ir para
casa. Acho que “ir amanhã cedinho” soou melhor, mais seguro (ou inconscientemente
eu precisava de mais um tempo??). Chegando
em casa, sabendo que não dormiria, fui direto para o sofá da sala. Liguei a TV.
Deitei. Dor. A dor. PUTA dor. Não dava para respirar ou me mexer. O Glau
colocava a mão em mim, na intenção de me confortar, mas parece que doía mais.
- Glau... vamos para o hospital agora!
A partir daí, foi tudo muito rápido (e doloroso). Chegamos às
2hs da madrugada, o Miguel nasceu 4h32 (estes 2 minutos contam).
Cheguei com 6 de dilatação. Já fui para o quarto, Dr Dutra,
Líbano, Glau... todos lá. Exames, agulhas de acupuntura, dedadas (pois é)....” leva
para a sala de cirurgia”.
Eu treinei tantas técnicas de respiração na yoga... para
sabe lá fazer o que na hora. Também não cheguei a pensar no conselho de uma
amiga atleta: “é como na prova, vc sabe que no final vai doer, mas vai passar
quando cruzar a chegada... e vai ficar feliz por ter feito aquela força”. Pelo
menos não com esta clareza toda. Foi mais ou menos assim...
Primeiros momentos (eu comigo mesma): “a dor vai passar, a dor vai passar”
Momentos depois: “Caramba, dói muito... mas vai passar,
N.Sra... vai passar... Jesus... vai passar”.
Momentos finais: “Caral*&$# esta dor não vai passar??
Isto foi uma anestesia ou o que??? Pelamor o que estou fazendo aqui, porque não
marquei esta cesárea??”
Doeu muito, mas não me arrependo de ter optado pelo parto
normal, faria tudo de novo, foi ótimo para mim e para o bebê. A dor é intensa
mas passa, e a gente agüenta! É chavão, mas é verdade.Também é verdade que a
gente esquece os perrengues, a natureza é mesmo sábia.
Porque, chega um momento (e não é o da anestesia) que a dor
some, e você se dá conta de que Deus existe.
Não é modo de dizer, metáfora.
Quando o médico colocou o Miguel no meu peito, eu perdi o ar,
tudo girou, foi uma espécie de transe. Lembro que falei para o Glau “Olha como
ele é lindo” (frase que repito insistentemente para ele até hoje).
"Olha como ele é lindo"
Não foi aquele
“romance” de filme, era realmente o amor.
Lembro que fiz um “raio x” dele... vi cada detalhe, que era
bem peludinho, que tinha um calinho na boca, bigode, a proporção da cabeça e
corpinho, a expressão do rostinho, mãozinhas. Eu cheguei a assistir mais de uma
vez, grávida, a estes programas que mostram nascimentos. São emocionantes.
Também me preparei para este momento, imaginava como seria. Mas é um milhão de
vezes mais intenso. Ptza, eu poderia ficar escrevendo parágrafos e parágrafos, ainda
assim não conseguiria descrever. Descobri o verdadeiro sentido da palavra
indescritível (acho que em outros casos, a usei de preguiça), por isto vou
parar de tentar explicar.
Fiquei um tempinho em uma salinha “reservada”, por conta da
anestesia. O Miguel foi receber seus primeiros cuidados médicos. Quando a
enfermeira veio até mim e disse “vamos subir”, e colocou o Miguel embrulhadinho
na minha barriga/peito, eu não estava esperando. Foi outra explosão de amor.
Como pode? Esta coisinha estava dentro de mim! É ridículo, mas eu olhava para
ele assim, deitada, com cabeça meio erguida pra ver melhor... “estas mãozinhas,
pezinhos... ele estava dentro de mim”.
No quarto, por minha iniciativa, a primeira coisa foi oferecer-lhe
o peito. Ele imediatamente aceitou.
Daí em diante, foi só amor, cuidado, sono, cansaço e outras
coisas. Algumas já relatei nos posts anteriores e outras ainda renderão novos relatos.
Meu projeto de bebe-menino- homem feliz está só começando.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
JUNINHA
Eu achei que era muuuuuito ferradona porque subi a serrinha de São Pedro no volantão!!
Juvenil eu...
Juvenil eu...
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
PASSARINHO QUER DANÇAR!!!
Semana 3
Miguel Dia 13 – Vovô veio passar a manhã conosco. Fiquei
bonzinho pra ele ver como sou legal!
Carol Dia 13 – Passou um pouco a adrenalina e euforia dos
primeiros dias, e mesmo assim estou muito feliz. Agora é certeza, é muito bom
mesmo! Almoço de domingo, pé na jaca total, muito macarrão, muito pudim de
leite, muito chocolate.
Carol dia 14 – Miguel teve sua primeira crise “séria” de
cólica. Senti-me muito culpada (por coincidência, ele ficou bem ruim depois de
ter me alimentado muito mal). Parei com leite e derivados.
Miguel dia 15 – Dia de médico, engordei 200g em 1 semana e
já estou com 3.600 kg. Sou um mamador federado, caminhando para o profissional.
Miguel Dia 16: mãe, quantas vezes vou ter que te dizer - não
gosto de banho, eu gosto é de mamar!!!!
Carol Dia 16 – Passarinho (Miguel), não dorme não, vai
começar o jogo do Djoko! (US Open adiccted!!!)
Miguel Dia 16 – Cheirei a teta da minha mãe e desmaiei, não
deu tempo de mamar. Que sono!!! Que cena!!!
Miguel Dia 17 – Minha vovó veio me dar tchau no trocador.
Fiz xixi nela... que só percebeu quando minha mãe avisou. Ela ainda
disse “O que aconteceu???”. Minha mãe riu de rolar no chão, eu fiz uma cara de “ué??”.
(The Osbournes total...)
Miguel Dia 18: são 5hs da manhã e meu pai desenterrou um
grande sucesso musical de Gugu Liberato. Minha esperança era minha mãe
neutralizar o ataque inimigo, mas ela foi para o lado negro da força e
engrossou o coro: passarinho quer dançar, o rabicho balançar... Tchu tchu tchu
tchu!!!
Carol Dia 18 – Fui pra rua, voando até o mercadinho comprar
umas coisinhas. Estranho dirigir, muito bom ir para rua, ruim ficar longe do
meu mosquitinho preto.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
É MELHOR DO QUE TRIATHLON!!
Diário Miguel e Carol – Primeira Semana!!
Miguel Dia 1 – fui para quarto no colinho da minha mãe. Nem eu
nem ela tomamos banho.... sem frescura, ainda com o suor do esforço e da
vontade de nos vermos pela primeira vez.
Carol Dia 2 – estou boba, sem palavras. Só penso “por que não
fiz isto antes??”
Miguel Dia 3 – sobrevivemos graças ao diploma de
escoteirismo avançado e sobrevivência na selva de minha mãe. Ah.... E ao
climatizador da Tia Tati.
Carol Dia 4 – Vovó Janete
não desanimou e veio nos ajudar neste sábado
frio. Miguel está padrão (zero um) no seu esquema dorme, come, faz coco. Ganhou
de presente seu primeiro brinquedo top.
Miguel Dia 5 – papai esta cada dia mais a vontade com minha presença.
Hoje dancei forro e adormeci nos seus braços.
Miguel Dia 6 – Mamãe pensou isto antes, mas hoje teve
coragem de confessar em público para uma amiga – “eh melhor do que triathlon”.
Carol Dia 6 - ouvi e lembrei de vc filho!
"(...)E a pupila acesa do seu olho disse "love"
Bem, se não for amor eu cegue
Bem, se não for amor eu fico
Eu sigo, sigo, sigo, eu fico cego por ti"
Se Não For Amor, Eu Cegue - Lenine/Lula Queiroga
"(...)E a pupila acesa do seu olho disse "love"
Bem, se não for amor eu cegue
Bem, se não for amor eu fico
Eu sigo, sigo, sigo, eu fico cego por ti"
Se Não For Amor, Eu Cegue - Lenine/Lula Queiroga
Miguel Dia 7 – acordei de madrugada para treinar. Meia noite
e eu me exercitando na almofada de amamentação. Estica mãozinha, estica
pezinho. Geme geme uhhhhhh. Geme geme ahhhhhh. Mamãe olhando boba – de sono.
Miguel Dia 8 – mamãe pensou isto antes, mas hoje teve
coragem de confessar para Vovó Janete: não queria que eu crescesse, me queria
sempre assim, pequenino no meu colo. Ouvimos Rush baixinho e ela chorou
de mansinho....“Summer's going fast, the nights growing colder / Children
growing up, old friends growing older / Freeze this moment a little bit longer
/ Make each sensation a little bit stronger” – Time Stand Still - Rush
quarta-feira, 1 de maio de 2013
9 MESES: PREPARAÇÃO PARA PRÓXIMA PROVA!
Início de texto com o principal chavão deste blog (e de
tantos outros): estou sumida, são muitos compromissos e pouco tempo para
escrever. É... acho que estava com pouco
tempo para escrever. Pouca vontade também.
Segundo chavão: todo mundo é feliz no mundo virtual, mas eu,
durante este período, não estava assim, como dizer, tão feliz. Parecer feliz para
os outros, definitivamente, não me preocupa. Talvez eu estivesse muito vulnerável,
sem saber por onde começar, como escrever tantas dúvidas e preocupações no
blog. Introspectiva também.
Passei o 2º semestre de 2012 com treinos soltos, sem
planilha e sem provas, o que já não
rende tantos posts, principalmente em um blog cujo tema central é o triathlon.
Estava em fase de pré-projeto.
Terminei o ano já com o “GO”, o tiro de canhão para o meu
maior projeto: meu primeiro filho.
Eh... este é meu novo desafio, minha nova prova, meu novo
projeto.
Eram férias de final de ano e eu e o Glaucus resolvemos fugir de tudo e de todos, passar as festas sem festas, “isolados” no
interior. Estávamos cansados, depois de
um ano de muito trabalho e muitos conflitos, queríamos recarregar as energias,
parar mesmo, ter um tempo só para nós, transar bastante (segura a sacanagem aí gente
– era para procriação!!!!).
Na mala de viagem, roupas, bike, cachorro, ração de cachorro
e alguns apetrechos triatléticos. Claro, a nossa rotina de “descarrego” incluía
treinar.
Junto levei também um teste de gravidez, que decidi usar no
dia de Natal, logo que acordei. Minha menstruação estava atrasada, mas estava
segurando a onda (quem tentou ou está tentando engravidar sabe como é).
Positivo, eeeeba! Beijos, beijos, beijos, felicidades e
emoção!
E também fim de treinos de final de ano (a bike só foi
passear de carro, não rodou 1 diazinho).
Fim de treinos até Março.
Sim, foi exatamente o que pensei, não vou ser hipócrita. Estava
mentalmente preparada para este tempo off, mas senti aquele “ai” no meu
coração. A eterna batalha mente e coração. Eu quero tudo, bebê, marido,
triathlon, trabalho, família, estudo. Mas quando não dá para ter tudo, o jeito
é acalmar o coração, e ir mais pela razão.
Estou quase no sexto mês e, até então, está sendo uma montanha
russa, cheia de emoções, altos e baixos, tristezas e alegrias.
Muito enjôo; um amor indescritível no 1º ultrasom
morfológico; a falta de chão depois de um sangramento e a constatação de um
descolamento; repouso absoluto; volta ao trabalho em slow motion; novos ultrasons
mostrando melhora do problema; descoberta do sexo do bebê (menino!!!! Miguel!!!);
estudo (voltei a estudar); médica que fará mestrado na época do parto; busca
por outro médico; encontrar outro médico; hipotiroidismo... enfim, muitas
coisas!
A verdade é que mundo não vai parar durante minha gravidez.
As coisas continuam acontecendo, boas e más.
Durante o repouso médico solicitado, não pude ser poupada dos problemas
e “apurrinhamentos” da vida. Simples assim!
Ficar calma, tranqüila, é um exercício que deve ser feito
com dedicação, mas é ilusão achar que o mundo vai ficar cor de rosa porque você
está esperando um filho. Não vai. Das duas, uma. Ou as pessoas vão esconder as
coisas de você, e será igual sua festa de casamento: depois de meses vc ouvirá
um monte de histórias que não viu, como se a festa não fosse a sua e vc não
estivesse estado lá. Ou você tem que arrumar uma maneira melhor de lidar com tudo,
contar até 10, dizer “isto não me pertence”, fechar os olhinhos e abraçar o Buda (meu
entendimento de ficar zen é este, bem simplinho, desculpem pela falta de
espiritualidade!!!!).
Durante esta pausa eu passei por vales negros em minha
mente, mas saí mais forte, e com a certeza de que quero ter meu filho, já o amo
muito e não quero “envenená-lo” durante a gestação, nem com emoções, nem com
ações.
Quem gosta de Senhor dos Anéis, entrei maga cinza, sai maga
branca.
E sabe Deus o que mais me espera até o final.
Na minha fantasia, a essa altura, o blog estaria repleto de
histórias de treinos e gravidez, mas os treinos... ah, treino não vai... as ATIVIDADES
FÍSICAS (é difícil viu....!!) ainda estavam proicbídas até semana passada. Agora estou liberada para esportes aquáticos
(natação e hidro), e será só isto até o final.
Vai ser muito engraçado arrumar a mala para fazer hidro, mas
confesso que não vejo a hora!
PS: texto dedicado ao Ticano, que passou as férias conosco
andando no mato e comendo manga do chão. Já estava doentinho e morreu em
Janeiro. Ticano, vc foi um cachorro maravilhoso, temos certeza que vc está em um lugar melhor, correndo muito e sem
dor!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
MÁSCARA
A dor pergunta: “preciso fazer isto?”.
Primeiro, sussurrando baixinho, com medo de perguntar.
Depois, ao ver que não foi prontamente atendida, aos
berros.
Máscara... em qual km a sua cai?
domingo, 18 de novembro de 2012
ERREI
“ERRAR É HUMANO, MAS A SENSAÇÃO É DIVINA” (anônimo)
A regra. A lei. A ordem. Burlar às vezes é divertido, às vezes
é delicioso mas, às vezes, o resultado não é nada mais do que um nó cego no
peito, um aperto que não te deixa pensar ou dormir. Paranoia (com amor e com
medo). Que merda.
Tem coisa que dá errado e te faz buscar outra direção.
Tem coisa que dá errado e te faz pensar “parem o mundo que
eu quero descer”.
Tem coisa que dá errado e vc dá risada, se diverte.
Tem coisa que dá errado e é um desastre mesmo!
Erramos quando temos medo de buscar nosso lugar ao sol.
Erramos quando reagimos para a vida com ódio e
ressentimento.
Erramos quando mortificamos e ferramos nossos corpos.
Erramos quando queremos parecer bem e não cuidamos para
estar bem.
Erramos quando deixamos de lado nossa criatividade e espontaneidade.
Erramos quando não temos disposição para a luta.
Erramos quando não temos esperança.
Erramos quando lamentamos o fracasso mais do que o tempo que
nos cabe esta lamentação.
Erramos quando não arriscamos, não nos aventuramos.
Erramos quando não sabemos o que é bom para nós, o que
funciona.
Erramos quando não pensamos no outro.
“Errar é covardia” (Nietzsche), quando se sabe o que é certo
e verdadeiro, MAS, pelo prazer ou para levar algum tipo de vantagem, erramos
mesmo assim.
Erramos por ignorância ou por rebeldia? Precisamos
de um plano B, ou erraremos por ficar sem rumo.
Pode ser só um acidente de percurso. Pode ser uma cagada homérica.
Ô mundo errante.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A PRESSA E A PREGUIÇA
PRESSA
Estou querendo que este ano passe logo: ô ano esquisito;
Pressa para que meus planos aconteçam, para que as coisas se
concretizem;
Faço mil coisas ao mesmo tempo;
Tenho pressa para ler tudo o que eu quero ler... logo!
Quero aprender 25 idiomas;
Voltar a treinar;
A menos que este seja meu último dia (e eu desconfio que não
seja)...;
PREGUIÇA
Acordo com a sensação de que tenho algo muito importante
para fazer: continuar dormindo;
De revisar e terminar vários textos que comecei a escrever
para o blog;
Preguiça de me explicar minhas motivações para gente chata e
acomodada;
Preguiça de regularizar meu título de eleitor e ir votar;
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
MEIA PALAVRA BAS...
“Pra bom entendedor meia palavra bas.../ Eu vou
denunciar a sua ação nefas...”
(“Tá?” - Carlos Rennó / Pedro Luis / Roberta Sá)
Chato é quem me convida para comer pastel no almoço, sabendo que eu não vou, apenas para me criticar e me chamar de chata (quem me convida por educação ou pela compania, obrigada).
Você já correu 15km depois de comer hamburguer?
Eu já e não foi nada legal. Se vc come, corre e acha que é bom... problema é
seu.
Não sou porta voz do que é certo ou errado. Eu faço as minhas coisas, você faz as suas!
Viciada em treino é a vovozinha. Faço porque gosto,
quero e posso. Novamente: eu faço as minhas coisas, você faz as suas!
É meu estilo de vida, até a hora que eu decidir ir para
o próximo. Não deixa de ser um vício, mas cuidado com o tom que usa para falar
vício (principalmente se você não faz idéia do que é triathlon).
Cada um faz o que quer da vida, e colhe as flores e as
dores de suas escolhas.
Se nos encontrarmos, maravilha.
Se não, paciência.
PS: para quem gosta de mim como eu sou, um beijo.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
OH ADMIRÁVEL MUNDO NOVO!
Lendo este trecho do livro, me lembrei de não esquecer a
essência do triathlon.
“É estranho – comentou o Diretor, enquanto se afastavam -, é
estranho pensar que, mesmo no tempo de Nosso Ford, a maioria dos jogos não
tivesse mais acessórios que uma ou duas bolas, alguns bastões e talvez um
pedaço de rede. Imaginem que tolice permitir que as pessoas se dedicassem à
jogos complicados que não contribuíam em nada para aumentar o consumo.
Atualmente, os Administradores não aprovam nenhum jogo novo, salvo se
demonstrar que ele necessita, pelo menos, de tantos acessórios quanto o mais
complicado dos jogos existentes”
Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley
PS: não sou contra o consumo, mas tento (MESMO) dar a ele seu devido peso e importância. Este lembrete é para mim mesma e para quem servir.
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